"ATITUDE IRRESPONSÁVEL"

“Minha mãe não é o prefeito”, diz Abilio ao criticar exposição de internação na rede pública

· 2 min de leitura
“Minha mãe não é o prefeito”, diz Abilio ao criticar exposição de internação na rede pública
Reprodução

Prefeito afirmou que mãe ficou três dias na UTI após quadro grave de desidratação e criticou divulgação de informações em grupos de profissionais

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se emocionou nesta sexta-feira (7) ao falar sobre a internação da mãe na rede pública de saúde e denunciar o vazamento de informações sobre o quadro clínico dela dentro de grupos de profissionais da área.

O caso veio a público após o próprio prefeito divulgar nas redes sociais uma captura de tela atribuída a um técnico de enfermagem, na qual havia comentários sobre a internação da paciente. Abilio afirmou que ficou preocupado não apenas com a exposição da situação, mas também com a possibilidade de a divulgação comprometer a segurança da mãe.

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Durante o relato, o prefeito disse que a mãe deu entrada na unidade de saúde em estado considerado grave, passou três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e continua internada em isolamento, com possibilidade de retornar aos cuidados intensivos caso haja necessidade.

"Eu quero dar o melhor para minha mãe", afirmou Abilio, ao explicar que não participou da decisão inicial de encaminhá-la para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pois estava em Brasília cumprindo compromissos oficiais quando recebeu a informação.

O prefeito também rebateu críticas de que, por possuir melhores condições financeiras, deveria ter levado a mãe diretamente para um hospital particular. Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) atende todos os cidadãos, independentemente da condição econômica.

"O SUS é público. Minha mãe pode ser atendida em uma UPA, no Hospital Metropolitano ou em qualquer outra unidade da rede pública. Ela não foi para lá por falta de alternativa ou por descuido", declarou.

De acordo com Abilio, a internação ocorreu após um quadro severo de desidratação causado por complicações relacionadas aos medicamentos utilizados pela mãe, o que provocou alterações nos níveis de sódio e potássio e levou à necessidade de atendimento intensivo.

A principal revolta do prefeito, porém, foi em relação ao compartilhamento de informações pessoais da paciente por um profissional da saúde. Para ele, além da quebra de confidencialidade, a exposição poderia gerar riscos.

Abilio afirmou que, ao receber o print das mensagens, questionou se a mãe estava sendo tratada apenas como uma paciente ou se poderia sofrer algum tipo de retaliação por ser familiar do gestor municipal.

"Eu pensei: esse profissional atende minha mãe porque ela é uma paciente ou vai descontar nela a raiva que tem do prefeito? Isso não pode acontecer", disse.

Segundo o prefeito, a divulgação do local onde a mãe estava internada e detalhes do estado de saúde dela poderiam permitir que pessoas mal-intencionadas tivessem acesso a informações sensíveis.

Apesar da insatisfação, Abilio afirmou que não registrou denúncia formal contra o profissional envolvido. Ele disse que optou por expor a situação publicamente como forma de alertar para a importância do sigilo dentro das unidades de saúde.

"A única coisa que fiz foi publicar para que isso não volte a acontecer. Foi uma atitude irresponsável", afirmou.

Durante a entrevista, o prefeito também defendeu a estrutura da saúde pública e destacou que profissionais que atuam na rede privada também prestam serviços pelo SUS. Segundo ele, em determinadas situações, o atendimento na rede pública pode ocorrer com mais agilidade do que em hospitais particulares.

Abilio reforçou que a decisão sobre o tratamento da mãe será tomada conforme a necessidade médica e a vontade da família.

"Se ela precisar ser atendida pelo SUS, será atendida. Se houver necessidade de atendimento particular, também será uma opção. Essa decisão cabe a ela e a mim", finalizou.