Suspeito preso durante as investigações indicou aos policiais o ponto onde o corpo havia sido deixado
Uma área de mata em Lucas do Rio Verde foi apontada por um suspeito como o local onde teria sido deixado o corpo de Felipe Alvyn Ruzescki de Sá, de 23 anos, desaparecido havia quase um mês. Os restos mortais, encontrados nesta quarta-feira (7), apresentavam sinais de carbonização, e o caso é investigado pela Polícia Civil.
A localização foi possível após o avanço das diligências e a prisão de um homem, também de 23 anos, investigado por envolvimento no desaparecimento. Conforme a apuração policial, ele teria indicado aos investigadores o ponto onde a vítima foi levada após ser sequestrada.
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Felipe não era visto havia 27 dias. As informações reunidas até agora apontam que o jovem teria sido agredido antes de desaparecer. Por causa dos ferimentos, ele chegou a procurar atendimento em uma unidade hospitalar de Lucas do Rio Verde.
A saída do hospital teria sido acompanhada pelos suspeitos. A linha investigativa indica que Felipe foi abordado novamente e levado contra a vontade para uma região afastada do município.
Já na mata, segundo a investigação, o jovem teria sido amarrado e atingido por tiros. Na sequência, os envolvidos teriam utilizado pneus para incendiar o corpo, provocando também a queima de parte da vegetação ao redor.
O homem preso é apontado como um dos possíveis participantes da execução. A polícia apura se ele ajudou a conduzir Felipe até o local e se também efetuou disparos contra a vítima.
Outro comportamento chamou a atenção dos investigadores durante a abordagem. Conforme o registro policial, o suspeito teria quebrado o próprio telefone celular ao notar a presença dos agentes. O aparelho deverá fazer parte das apurações sobre o crime.
Depois da indicação do local, equipes policiais e periciais foram mobilizadas para a área. Os trabalhos técnicos deverão auxiliar na confirmação da identidade dos restos mortais e na obtenção de elementos sobre a dinâmica da morte.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de participação de integrantes de uma facção criminosa e apura se Felipe foi submetido a uma espécie de “tribunal do crime”. A motivação e a eventual participação de outras pessoas ainda são investigadas.
O suspeito preso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), responsável pelo prosseguimento das diligências. Até a divulgação inicial do caso, a identificação pericial do corpo ainda dependia dos exames oficiais.