Prefeito afirmou que só deve reenviar a proposta no início de agosto e disse que a rejeição fará os vereadores permanecerem em atividade
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não pretende encaminhar imediatamente à Câmara Municipal o novo projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Segundo ele, a proposta deverá ser reenviada apenas no início de agosto, após a rejeição do texto pelos vereadores na semana passada.
Ao comentar o assunto, o chefe do Executivo municipal fez uma brincadeira com o fato de a legislação impedir o início do recesso parlamentar enquanto a LDO não for aprovada. Conforme explicou, ele só tomou conhecimento dessa regra recentemente e, por isso, não vê motivo para acelerar o envio da matéria.
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"Descobri agora que, quando a LDO não é aprovada, os vereadores não entram em recesso. Então não temos pressa. Eles podem continuar trabalhando nesses dias", declarou.
Em tom de ironia, Abilio afirmou que pretende encaminhar a proposta somente próximo ao fim do período em que tradicionalmente ocorreria o recesso legislativo.
"Acho que lá pelo 14º dia a gente manda de volta para que eles continuem trabalhando pela população. No fim das contas, foi até bom a LDO não ter sido aprovada", comentou.
O prefeito foi além e sugeriu, também em tom bem-humorado, que a situação poderia se repetir nos próximos anos.
"Quem sabe no ano que vem rejeitem novamente e façam o mesmo no outro. Assim a Câmara trabalha por mais tempo", disse.
A proposta enviada pela Prefeitura previa uma receita de R$ 5,07 bilhões para 2027, valor cerca de 3,1% superior ao orçamento estimado para 2026, fixado em R$ 4,92 bilhões.
Durante a votação, o texto recebeu 12 votos favoráveis e oito contrários. Apesar da maioria simples, o projeto acabou rejeitado porque precisava obter maioria absoluta dos vereadores, equivalente a 14 votos.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias é um dos principais instrumentos de planejamento da administração pública. É ela que estabelece as prioridades e metas do governo para o exercício seguinte, servindo de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por definir a previsão de receitas e despesas do município.
Com a rejeição da proposta, a Prefeitura terá de apresentar um novo texto para análise do Legislativo antes da elaboração do orçamento de 2027.