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Vereador é preso por suspeita de participação em assassinato da jovem Lavignia Gabrielly

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Vereador é preso por suspeita de participação em assassinato da jovem Lavignia Gabrielly
Na primeira foto o vereador Túlio César preso na manhã desta terça-feira (14), e na segunda foto a vítima Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho

Investigação aponta que o homicídio foi determinado por integrantes de uma facção criminosa após a vítima ser considerada, pelos suspeitos, uma possível informante da polícia

O vereador Túlio César (Republicanos), de Poxoréu, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (14) durante a Operação Elo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil para aprofundar as investigações sobre o assassinato de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos. A jovem foi morta a tiros no interior de uma boate do município, em 10 de maio.

Além da prisão do parlamentar, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens judiciais foram executadas simultaneamente nos municípios de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana.

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A Polícia Civil não informou qual teria sido a participação atribuída ao vereador no homicídio nem detalhou os elementos que fundamentaram o pedido de prisão temporária.

Conforme a investigação, o assassinato teria sido determinado por integrantes de uma facção criminosa com atuação na região. A principal linha investigativa indica que Lavignia passou a ser vista pelos criminosos como uma possível colaboradora das forças de segurança porque costumava frequentar a base da Polícia Militar, onde sua mãe trabalhava, e eventualmente a auxiliava.

Os investigadores apontam que essa suspeita levou integrantes da organização criminosa a decretarem a morte da jovem.

Segundo a Polícia Civil, as buscas desta terça-feira têm como objetivo reunir novas provas, esclarecer a dinâmica do crime, identificar outros possíveis envolvidos e definir a participação individual de cada investigado.

Durante a operação, os policiais procuram apreender celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

O nome Elo Oculto faz referência às conexões que, segundo a Polícia Civil, ainda precisam ser esclarecidas entre os investigados, a execução do homicídio e os fatos ocorridos após o assassinato.

O inquérito permanece sob sigilo.

Esta não é a primeira vez que Túlio César aparece nas investigações. Em junho, o vereador já havia sido alvo de diligências da Polícia Civil em razão de suspeitas relacionadas ao caso.

Na ocasião, ele divulgou uma nota pública afirmando ter recebido as informações com surpresa e negando qualquer envolvimento no homicídio.

O parlamentar também declarou que respeitava o trabalho da Polícia Civil, colocou-se à disposição para colaborar com as investigações e afirmou confiar que os fatos seriam esclarecidos.

Lavignia Gabrielly foi assassinada por volta das 2h, logo após chegar ao estabelecimento onde ocorria uma festa.

Segundo a investigação, o atirador aproximou-se por trás da vítima, sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo na cabeça. Depois que a jovem caiu no chão, ele teria realizado um segundo tiro, também na cabeça, antes de fugir.

A Polícia Civil prendeu um homem de 30 anos conhecido pelo apelido de "Bin Laden", apontado como o suposto executor dos disparos. Ele nega participação no crime.

Outro investigado, José Geraldo da Silva, de 41 anos, morreu durante confronto com equipes da Força Tática em Poxoréu. Conforme a apuração, ele seria o responsável por atrair Lavignia até o local onde ocorreu a emboscada.

As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.