FALTA DE GESTÃO

Várzea Grande decreta situação de emergência por crise no abastecimento de água

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Várzea Grande decreta situação de emergência por crise no abastecimento de água
A prefeita de Várzea Grande, Flavia Moretti - Foto: Assessoria

Defesa Civil aponta que o Rio Cuiabá tem água suficiente, mas o sistema de distribuição não suporta o aumento da demanda

A Prefeitura de Várzea Grande oficializou a decretação de situação de emergência diante da crise no abastecimento de água enfrentada pelo município. A medida foi adotada em razão da estiagem prolongada, das altas temperaturas e da baixa umidade do ar, fatores que elevaram o consumo e intensificaram os problemas no sistema de distribuição.

O Decreto nº 76/2026, assinado pela prefeita Flávia Moretti (PL), autoriza a administração municipal a adotar providências excepcionais para minimizar os impactos provocados pela escassez de água e garantir uma resposta mais rápida à situação.

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A decisão foi baseada em um relatório técnico elaborado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil após uma inspeção realizada na Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada na Avenida Júlio Campos. A vistoria foi motivada pelas frequentes reclamações de falta de água registradas durante o período de seca.

Segundo a análise da Defesa Civil, o Rio Cuiabá continua apresentando vazão suficiente para a captação. O entrave, no entanto, está na infraestrutura do sistema de abastecimento, que não consegue acompanhar o aumento da demanda registrado nas últimas semanas.

O documento aponta que a combinação entre a estiagem, as temperaturas elevadas e a redução da umidade do ar fez crescer significativamente o consumo de água justamente quando a capacidade operacional da rede já se encontrava próxima do limite.

De acordo com o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Jovanil Flores da Silva, o decreto amplia os instrumentos disponíveis para que a Prefeitura possa agir com mais rapidez diante da crise.

Além das medidas emergenciais, o gestor reforçou a importância da colaboração da população, pedindo que o uso da água seja feito de forma consciente para evitar desperdícios enquanto perdurar o período crítico.

O relatório técnico também conclui que os problemas enfrentados pelo município não decorrem apenas da estiagem, classificada pelo Código Brasileiro de Desastres (Cobrade), mas também de limitações estruturais e operacionais da rede de abastecimento. Na avaliação da Defesa Civil, esse conjunto de fatores já produz reflexos que ultrapassam a capacidade normal de resposta da administração pública.

Com a decretação da situação de emergência, diversas secretarias municipais foram acionadas para desenvolver ações de enfrentamento. As pastas deverão identificar comunidades mais vulneráveis, avaliar possíveis prejuízos à prestação dos serviços públicos e elaborar planos de contingência para reduzir os impactos da crise.

A Defesa Civil informou ainda que continuará acompanhando diariamente a evolução da estiagem e as condições do sistema de abastecimento. Caso o cenário se agrave nas próximas semanas, novas medidas poderão ser adotadas pela Prefeitura para enfrentar a escassez hídrica.