Governador questionou resultados da atuação de Wellington no Congresso e classificou o senador como “negociador voraz de emendas”
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição, voltou a mirar o senador Wellington Fagundes (PL) durante a corrida pelo Governo de Mato Grosso. Em declaração nesta sexta-feira (14), Pivetta classificou o adversário como um “negociador voraz de emendas parlamentares” e questionou a destinação de recursos indicados pelo senador ao longo dos últimos anos.
Segundo o governador, Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares durante os 12 anos em que ocupa uma cadeira no Senado. Pivetta afirmou que pretende apresentar, durante a campanha, informações sobre a aplicação desses recursos.
“Só nos últimos 12 anos que ele é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão de emendas. Procurem saber onde estão essas emendas, daria para fazer quatro hospitais centrais”, afirmou.
Pivetta utilizou como comparação o Hospital Central de Mato Grosso, em Cuiabá, cuja administração foi entregue ao Hospital Israelita Albert Einstein. Na avaliação do governador, o volume de recursos citado por ele permitiria financiar a construção de quatro unidades semelhantes.
“Esse hospital está sendo administrado pelo Albert Einstein, tem algum hospital que ele fez? Onde está o R$ 1,5 bilhão dos últimos 12 anos que ele distribuiu? Durante a campanha, vamos mostrar onde ele colocou essas emendas. É um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.
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Durante as críticas, o governador também retomou acusações feitas em 2017 pelo ex-governador Silval Barbosa em acordo de colaboração premiada. Na época, Silval citou Wellington Fagundes e o ex-secretário de Estado Cinésio Nunes de Oliveira em relatos sobre supostos desvios relacionados a obras de infraestrutura.
Pivetta utilizou as acusações para fazer uma nova crítica ao adversário e afirmou que o senador estaria tentando “voltar à cena do crime”.
“Ele mandava no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Ele mandava em todas as verbas. Ele e o Cinésio, que está lá no gabinete dele, querem voltar à cena do crime. Eles estão com saudade do que eles faziam na Sinfra”, afirmou.
Na sequência, Pivetta citou novamente a colaboração de Silval e disse que não considera possível estabelecer uma comparação entre sua trajetória e a de Wellington.
“O Silval delatou o Cinésio e delatou o WF também, contou certinho a roubalheira que eles faziam. Então, me comparar com o Wellington, sinceramente, não dá. Eu não vou conseguir suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo”, disse.
As declarações ocorreram depois de Pivetta ser questionado sobre as trajetórias profissionais dos dois candidatos. O governador destacou sua experiência no setor empresarial antes de ingressar na política.
Segundo ele, Wellington construiu praticamente toda a carreira profissional dentro da vida pública, acumulando quase quatro décadas de mandatos na Câmara dos Deputados e no Senado.
“A minha trajetória comparada com a dele é de um trabalhador que começou com 15 anos e fez uma trajetória de resultado e que enveredou para a política com a vida feita, para servir o povo”, afirmou.
Pivetta encerrou a crítica fazendo uma comparação entre os históricos profissionais e políticos dos dois.
“Diferente dele, que se formou veterinário, foi para a política, nunca atuou empresarialmente e só fez negócio na política a vida toda”, concluiu.