Mato Grosso arrecadou R$ 30,36 bilhões entre janeiro e agosto deste ano e registrou R$ 27,08 bilhões em despesas liquidadas no mesmo período. Mesmo com a diferença entre receitas e gastos, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) afirmou que está fazendo ajustes na execução orçamentária para encerrar 2026 com as despesas dentro da capacidade de arrecadação.
Os números foram apresentados nesta quinta-feira (29), durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sobre os resultados fiscais do segundo quadrimestre.
Segundo a Sefaz, o trabalho inclui acompanhamento da arrecadação, avaliação das despesas e reuniões com as secretarias estaduais para adequar a execução do orçamento à disponibilidade de recursos.
O monitoramento ocorre durante todo o ano, mas é intensificado nos últimos meses do exercício, com foco no cumprimento das metas fiscais.
“Estamos fazendo os ajustes necessários para garantir que as despesas fiquem dentro da nossa capacidade de receita. Esse trabalho envolve a avaliação dos indicadores, o acompanhamento das metas e reuniões com as secretarias para que possamos encerrar o exercício mantendo o equilíbrio das contas públicas”, afirmou a secretária-adjunta da Contadoria Geral do Estado, Anesia Cristina.
Do total arrecadado até agosto, R$ 15 bilhões correspondem à receita tributária líquida estadual. O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), principal fonte tributária do Estado, respondeu por R$ 10,97 bilhões.
Os investimentos públicos somaram R$ 2,57 bilhões no período. Segundo o governo, os recursos foram destinados, entre outras áreas, a obras, compra de equipamentos e ampliação da infraestrutura.
Além de Anesia Cristina, os resultados foram apresentados pelo secretário adjunto de Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, e pela secretária adjunta do Tesouro Estadual, Luciana Rosa.
A audiência atende à exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a apresentação periódica dos resultados fiscais ao Legislativo.
Participaram da prestação de contas o deputado estadual Carlos Avalone, presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, e assessores parlamentares.