Homem havia sido acusado de agredir uma mulher momentos antes; horas depois, foi encontrado morto dentro de uma residência, com os pés amarrados e sinais que levantaram suspeita de tortura
Um homem de 38 anos, identificado como Gildazio Aquino da Silva Junior, conhecido como “Gil”, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (18), dentro da própria residência, no bairro Pitaluga, em Barra do Garças, Mato Grosso. A cena encontrada pelos policiais levantou a suspeita de que a vítima possa ter sido submetida a tortura antes de morrer.
Segundo informação da Polícia Militar, Gildazio estava com os pés amarrados e tinha um tecido molhado cobrindo a boca e parte do rosto. A equipe foi acionada após receber informações sobre a localização do corpo e isolou o imóvel para preservar possíveis evidências.
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As primeiras informações levantadas durante as diligências indicam que o homem teria estado na companhia de uma mulher pouco antes de ser morto. Segundo o relato obtido pelos policiais, a mulher teria sido agredida pela própria vítima e, depois, procurado outra mulher em busca de ajuda.
Essa segunda mulher teria ido até a residência acompanhada de outras duas pessoas. A partir dessas informações, os policiais iniciaram buscas e conseguiram localizar uma suspeita, que foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil.
Durante a abordagem da suspeita, os policiais perceberam que um celular havia sido arremessado para fora da residência. O aparelho foi localizado e apreendido e poderá contribuir para esclarecer o que aconteceu antes e durante o homicídio.
A mulher conduzida possui registro anterior por tráfico de drogas. Até o momento, porém, não há confirmação de que ela tenha participado diretamente da morte.
A possibilidade de o crime estar relacionado a uma retaliação após uma suposta agressão cometida pela vítima contra uma mulher é uma das linhas consideradas na apuração, mas a motivação ainda não foi oficialmente esclarecida.
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação do homicídio, incluindo a identificação dos demais envolvidos e a reconstrução da dinâmica da morte. A perícia também deverá auxiliar na identificação das circunstâncias em que a vítima foi submetida antes de morrer.