Médica foi oficializada candidata pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB, PV, PSD e PSB
Recém-confirmada como candidata ao Governo de Mato Grosso pela Federação Brasil da Esperança, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) acredita que a divisão entre os principais grupos da direita poderá beneficiar sua campanha nas eleições deste ano. Segundo ela, a fragmentação do eleitorado conservador cria espaço para o crescimento da candidatura apoiada pelas forças progressistas.
Em entrevista após a convenção que oficializou seu nome, Natasha afirmou que o desempenho eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso demonstra potencial para ampliar a presença da esquerda no Estado.
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"Em 2022, o presidente Lula recebeu cerca de 35% dos votos aqui. Agora, com um cenário em que ele se aproxima dos 41%, acreditamos que isso fortalece a candidatura que representa o campo progressista. Além disso, a divisão entre os partidos conservadores acaba favorecendo esse projeto", declarou.
A candidatura foi homologada na noite de quinta-feira (30), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV. A coligação também reúne PSD e PSB, enquanto o advogado Diogo Botelho (PDT) foi escolhido para compor a chapa como candidato a vice-governador.
A avaliação de Natasha ocorre em meio a um cenário de disputas dentro do campo conservador. De um lado, o senador Wellington Fagundes (PL) foi confirmado como candidato ao Governo. De outro, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) busca consolidar uma aliança com partidos de centro-direita, entre eles União Brasil, PP e PSDB/Cidadania.
No União Brasil, a definição sobre o apoio à candidatura de Pivetta provocou divergências internas. A legenda chegou dividida à convenção estadual entre manter a candidatura própria do senador Jayme Campos ou integrar a aliança com o atual governador. A maioria dos convencionais optou pela segunda alternativa, ampliando o distanciamento entre os dois grupos dentro da sigla.
Para Natasha, esse cenário pode favorecer candidaturas que não fazem parte do bloco conservador, especialmente se houver reflexos positivos da campanha presidencial sobre a disputa estadual.
A candidata também pretende associar sua campanha ao projeto político liderado por Lula, apostando que um eventual crescimento do presidente nas pesquisas em Mato Grosso poderá impulsionar sua candidatura ao Palácio Paiaguás.