Impasse na definição da chapa ao Governo e ao Senado também começa a gerar preocupação na formação da nominata para deputado federal
Faltando poucos dias para o encerramento do prazo das convenções partidárias, o MDB de Mato Grosso ainda não definiu qual caminho seguirá nas eleições deste ano. Sem um acordo consolidado para a disputa majoritária, a legenda avalia diferentes cenários, que incluem desde uma aproximação com o grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) até a construção de um projeto alternativo ao lado do Podemos, tendo o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), como possível candidato ao Governo.
A indefinição também envolve o futuro político da deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata ao Senado. O partido trabalha para encontrar uma composição que fortaleça sua candidatura, mas as opções que eram consideradas viáveis há algumas semanas perderam espaço diante das movimentações dos adversários.
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Uma das possibilidades analisadas era uma aliança com o PL, legenda presidida em Mato Grosso pelo senador Wellington Fagundes. A hipótese, no entanto, perdeu força após resistências internas. Integrantes do partido avaliam que a entrada de Janaina na chapa poderia comprometer outros projetos eleitorais, entre eles o do deputado federal José Medeiros (PL).
Outro cenário que sofreu alterações foi o envolvendo o União Brasil. Antes da convenção estadual, Janaina acompanhava as articulações do senador Jayme Campos (União), que defendia uma candidatura própria ao Governo do Estado. Caso o projeto prosperasse, havia expectativa de que a deputada pudesse integrar a chapa na disputa ao Senado.
Entretanto, a vitória do grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), que decidiu manter o apoio à candidatura de Pivetta, reduziu significativamente essa possibilidade. Também perdeu força a hipótese de Janaina compor a chapa governista como candidata a vice-governadora, já que, nos bastidores, o União Brasil trabalha para indicar o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, para o posto.
Diante desse cenário, a reunião marcada para este domingo (2) ganhou importância estratégica. O encontro deverá definir se MDB e Podemos avançarão na construção de uma candidatura própria ao Governo ou se ainda buscarão espaço em uma eventual composição com o grupo governista. Nos bastidores, a aproximação entre as duas legendas também é interpretada como um instrumento de negociação para ampliar o poder de barganha nas conversas políticas.
Apesar das dificuldades, o MDB ainda mantém outras possibilidades em análise, como uma reaproximação com o PL ou até mesmo a manutenção de um projeto independente na disputa estadual.
As indefinições na chapa majoritária também começam a provocar reflexos na formação da nominata para a Câmara dos Deputados. A direção do partido busca consolidar candidatos competitivos, mas teme perder nomes importantes em razão da demora na definição dos rumos eleitorais.
Após a saída do presidente do Creci-MT, Claudecir Conttreira, surgiram informações de que o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), estaria reavaliando sua candidatura a deputado federal. A ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (MDB), também demonstraria insatisfação com o andamento das negociações internas.
Rosana, inclusive, continua sendo cogitada em diferentes composições para ocupar uma vaga de vice-governadora. O nome já foi discutido em articulações ligadas ao senador Jayme Campos e também aparece entre as possibilidades de uma eventual chapa liderada por Max Russi. Nos bastidores, dirigentes avaliam que uma eventual saída da ex-prefeita da disputa proporcional poderia enfraquecer a nominata federal do MDB e reduzir as chances da legenda conquistar cadeiras na Câmara dos Deputados.