Prefeito cita apoio à Parada LGBTQIA+ e critica tentativa de associar orientação sexual a posicionamentos políticos
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), rejeitou a associação entre posicionamentos políticos de direita e atitudes homofóbicas e afirmou que sua administração prestou apoio à realização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ na capital. Durante entrevista, o gestor também criticou setores da esquerda, que, segundo ele, tentam vincular a orientação sexual, a cor da pele e outras características pessoais a determinadas posições políticas.
Questionado se poderia ser considerado homofóbico por integrar a direita e ser aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Abilio respondeu destacando a participação da Prefeitura de Cuiabá na estrutura de apoio ao evento voltado à comunidade LGBTQIA+.
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"Quem mais ajudou a parada gay aqui em Cuiabá fui eu", declarou.
Vídeo: Danilo Figueiredo Edição: Luana Ogiwara
O prefeito afirmou que a gestão municipal disponibilizou serviços públicos para atender às necessidades dos participantes da manifestação, incluindo ações de segurança, saúde, assistência social e infraestrutura.
"O cara que mais apoiou eles, o cara que mais deu suporte a eles, fui eu. Um prefeito bolsonarista de direita, que deu segurança para eles, que deu o apoio de saúde, que deu apoio de assistência social, que deu apoio de infraestrutura", afirmou.
Na avaliação de Abilio, o apoio oferecido pela administração demonstra que a orientação política de um governante não deve ser utilizada isoladamente para definir sua postura em relação à população LGBTQIA+.
Ao ampliar a discussão, o prefeito argumentou que nenhuma característica individual deve determinar a identificação partidária ou ideológica de uma pessoa. Ele citou exemplos relacionados à orientação sexual, raça e deficiência para defender a liberdade de escolha política.
"Quer dizer que só pode ser gay se for de esquerda? Só pode ser negro se for de esquerda? Só pode ser pessoa com deficiência se for de esquerda? É isso? Acho que não, gente", questionou.
Abilio sustentou que a tentativa de atribuir posições políticas obrigatórias a determinados grupos representa uma forma de preconceito. Segundo ele, cada cidadão deve ter autonomia para manifestar suas convicções, independentemente de sua identidade ou condição pessoal.
Em outro momento da entrevista, o prefeito elevou o tom das críticas e utilizou a expressão "fascismo de esquerda" para se referir ao comportamento que atribui a seus adversários políticos.
"A esquerda quer dizer que se você é negro, tem que ser de esquerda. Isso é fascismo de esquerda. A esquerda quer dizer que se você é gay, tem que ser de esquerda. Isso é fascismo de esquerda", disse.
A expressão foi empregada pelo prefeito como crítica política e não representa uma classificação objetiva dos diferentes grupos que compõem a esquerda.
Abilio também afirmou considerar que manifestações de direita são abertas à participação de pessoas com opiniões divergentes, inclusive militantes de esquerda. Em contrapartida, acusou seus opositores de praticarem uma espécie de fiscalização ideológica ao questionarem a identificação política de integrantes de grupos sociais específicos.
"A esquerda que tá tentando fazer essa fiscalização ideológica e acusar a direita de fazer isso, isso não existe para a gente", concluiu.
As declarações foram dadas em resposta a questionamentos sobre homofobia e posicionamento político. O apoio à Parada LGBTQIA+ citado pelo prefeito corresponde à sua própria avaliação sobre as ações realizadas pela administração municipal.