Prefeito de Cuiabá afirma que divergências internas são comuns e também atingem União Brasil, Republicanos e PT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou as divergências internas que atingem o Partido Liberal após a aliança da legenda com o MDB e afirmou que o conflito não deverá comprometer a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.
A crise dentro do PL ganhou força depois que a sigla confirmou a composição com o MDB, que lançou Janaina Riva à disputa pelo Senado. A decisão desagradou parte das lideranças municipais, especialmente prefeitos que defendiam uma aproximação com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Até o momento, três prefeitos do PL já manifestaram publicamente a intenção de apoiar Pivetta na disputa pela reeleição. Um deles, Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, decidiu deixar oficialmente o Partido Liberal.
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Apesar das divergências, Abilio avaliou que o cenário não é exclusivo do PL e que disputas internas são comuns durante a formação das alianças eleitorais. Para ele, outros partidos também chegam ao período eleitoral enfrentando grupos com posições diferentes.
“A pergunta deveria ser: qual partido está inteiro? Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Qual partido está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, afirmou nesta quinta-feira (13).
Ao citar o cenário da esquerda, o prefeito mencionou o PT como outro exemplo de divergência interna. Abilio fez referência à ex-vereadora Edna Sampaio, que pretendia disputar uma vaga ao Senado, mas acabou ficando fora da composição apoiada pelo partido.
“O PT mesmo não está inteiro. Passaram a perna na Edna Sampaio, que queria ser candidata ao Senado, e apoiaram o Pedro Taques, que era o maior opositor dos grupos [de esquerda]. Ou seja, acho que construção política faz parte do projeto. É assim mesmo”, declarou.
Abilio também lembrou a convenção do União Brasil, realizada no último dia 30, que evidenciou a divisão entre os grupos ligados ao ex-governador Mauro Mendes e ao senador Jayme Campos.
Enquanto o grupo de Mauro defendia a aliança com Pivetta, a ala ligada a Jayme sustentava a possibilidade de o União Brasil lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso. A proposta, no entanto, acabou derrotada durante a convenção.
O prefeito ainda citou o próprio Republicanos, partido de Pivetta, que adotou uma posição de neutralidade na disputa presidencial. Com isso, os diretórios estaduais terão liberdade para definir os respectivos apoios.
Apesar do cenário de divisão no PL, Abilio disse não acreditar que o conflito tenha força para prejudicar Wellington na corrida pelo Palácio Paiaguás.
“Eu acho que não vai atrapalhar em nada. Eu acredito que eles têm um projeto deles e vão cuidar do projeto deles”, afirmou.