Senador diz que prefeitos têm o direito de buscar investimentos, mas afirma que recursos públicos não podem ser usados como moeda de troca para apoio político
Em meio ao avanço das articulações para as eleições de 2026 e ao movimento de prefeitos em direção ao projeto político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que buscar apoio do Governo do Estado é legítimo, mas defendeu que investimentos públicos não podem ser condicionados a interesses eleitorais ou alianças políticas.
Ao comentar o assunto, Wellington disse que não interpreta a presença de prefeitos em agendas do Governo do Estado como uma declaração automática de apoio político. Segundo ele, os gestores municipais têm o dever de buscar investimentos para suas cidades, independentemente de questões eleitorais.
"Olha, vamos corrigir bem aqui. Eu não vi declaração do Sérgio Manich nessa linha. Eu entendi que ele estava lá para apoiar o governo e reivindicando obras, que é o papel de todo prefeito", afirmou.
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O senador também citou o caso de Rondonópolis e ressaltou que os investimentos anunciados pelo Governo do Estado são resultado de compromissos assumidos ainda durante a campanha eleitoral de 2024.
Conforme Wellington, a duplicação do Anel Viário, a pavimentação da região do Sagrada Família e as obras no Distrito Industrial Hélio Razia foram planejadas na gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio e contam com recursos compartilhados entre Estado, Prefeitura e emendas parlamentares destinadas por seu mandato.
"As obras que eles estão lá lançando, eu e o Mauro Mendes estivemos na campanha eleitoral, quando foi firmado o compromisso de executar essas três obras. O governo colocaria uma parte, a prefeitura outra e eu destinaria emendas. A minha parte já está na conta da prefeitura. Portanto, ali é um trabalho conjunto", declarou.
Apesar de considerar legítima a busca de prefeitos por investimentos estaduais, Wellington fez um alerta para que a liberação de recursos públicos não seja condicionada ao apoio político.
"É natural que todos os prefeitos procurem o governador. Agora, espero que isso não esteja sendo feito com direcionamento: 'venha para o meu partido que eu vou te dar alguma coisa'. A legislação não permite isso. Estamos atentos para que todos os municípios de Mato Grosso sejam atendidos proporcionalmente. Não pode haver benefício para alguns e abandono da maioria", concluiu.