Nova Mesa Diretora também terá Eduardo Magalhães, Maria Avalone, Adevair Cabral e Michelly Alencar
Depois de meses de articulações, mudanças de alianças e desistências, a eleição para o comando da Câmara de Cuiabá terminou sem votos contrários. Ilde Taques (Podemos) recebeu nesta terça-feira (6) o apoio dos 27 vereadores e foi escolhido presidente do Legislativo municipal para o biênio 2027/2028.
Ilde chegou ao dia da votação como candidato único. A consolidação da chapa ocorreu depois que os grupos que tentavam construir uma candidatura adversária perderam força e abandonaram a disputa.
Antes da votação, o novo presidente reconheceu que o processo de formação da Mesa foi marcado por uma forte movimentação política dentro da Casa.
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“Talvez [tenha sido] uma eleição de Mesa Diretora mais disputada da história da Câmara de Cuiabá, com certeza a maior lição que já tive na política. [...] Quero firmar um pacto pelo povo cuiabano, pacto por seus direitos, por uma saúde digna, por uma educação de qualidade. Um pacto para uma Cuiabá mais justa”, declarou.
Ao falar sobre a condução do Legislativo a partir de 2027, Ilde defendeu independência institucional e transparência na atuação dos vereadores.
“Para isso, precisamos de uma Câmara forte, independente, harmônica e transparente, guiada unicamente pelo interesse do povo”, acrescentou.
Além de Ilde na presidência, Eduardo Magalhães (Republicanos) foi escolhido para a primeira vice-presidência. Maria Avalone (PSDB) ocupará a segunda vice-presidência, enquanto Adevair Cabral (Solidariedade) ficará como primeiro-secretário e Michelly Alencar (União) como segunda-secretária.
A nova direção também assumirá a administração de uma estrutura com previsão orçamentária superior a R$ 117 milhões. A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, enviada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), reserva R$ 117,5 milhões para a Câmara.
O valor representa aproximadamente R$ 5,6 milhões a mais em comparação com os recursos destinados ao Legislativo neste ano. A proposta orçamentária ainda depende da análise e aprovação dos vereadores.
A unanimidade registrada no plenário foi bem diferente do cenário observado durante as articulações que antecederam a eleição.
Inicialmente, uma das possibilidades discutidas envolvia a permanência de Paula Calil (PL) na presidência. Para isso, seria necessária uma alteração no Regimento Interno que permitisse a recondução ao mesmo cargo.
A mudança não avançou diante da resistência dentro da Câmara, retirando a possibilidade de Paula concorrer novamente.
A partir daí, outra composição começou a ser construída. Dilemário Alencar (União) passou a ser articulado para a presidência, acompanhado de Mário Nadaf (PV) na vice. O grupo chegou a reunir o apoio de 13 parlamentares.
O cenário mudou à medida que Ilde ampliou sua articulação e recebeu adesões de vereadores que anteriormente estavam alinhados à candidatura adversária. Sem votos suficientes para superar o grupo do Podemos, Dilemário deixou a disputa.
Na segunda-feira (5), último dia antes da eleição, o grupo ligado ao prefeito Abilio Brunini também decidiu não apresentar outro nome. Os vereadores da base foram liberados para apoiar Ilde.
Com a retirada das alternativas, Ilde chegou ao plenário como candidato único e transformou a maioria que havia construído nos bastidores em unanimidade: 27 votos dos 27 vereadores.