Wagner Malheiros afirmou que Maurício teria sido alvo de perseguição após denunciar suposto pagamento de R$ 3 milhões a dois delegados da ativa da PF
O médico Wagner Malheiros, candidato a vice-governador na chapa de Maurício Coelho (Mobiliza), reagiu às declarações feitas pela candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) durante o debate promovido pela TV Vila Real, na terça-feira (1º). Em publicação nas redes sociais, ele apresentou sua versão sobre a operação da Polícia Federal que teve como alvo a residência de Maurício e também fez críticas à adversária.
Durante o debate, Natasha havia questionado Maurício sobre a presença de agentes da Polícia Federal em sua residência. Na gravação divulgada posteriormente, Wagner afirmou que a ação estaria relacionada, na avaliação dele, a denúncias que o candidato teria feito anteriormente envolvendo a Unimed Cuiabá.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
De acordo com Wagner, Maurício teria apresentado documentos sobre um suposto pagamento de R$ 3 milhões a dois delegados da ativa da Polícia Federal. O vice afirmou ainda que a denúncia teria sido levada à Justiça e mencionou uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
“Natasha quer saber por que a Polícia Federal foi à casa do Maurício? Eu vou responder. O Maurício começou a ser perseguido depois que denunciou que a Unimed havia pago R$ 3 milhões a dois delegados da ativa da Polícia Federal. Ele denunciou, provou e o TRF1 concordou com ele”, declarou.
Wagner também aproveitou a gravação para defender a atuação de Maurício durante o período em que o candidato prestou serviços à cooperativa de saúde. Ele afirmou que, apesar de ter feito oposição a administrações anteriores da Unimed, acompanhou o trabalho desenvolvido por Maurício e atribuiu a ele resultados positivos no número de beneficiários da instituição.
“Eu, que era oposição antiga à gestão e sou oposição atual, confio no Maurício. A única função dele na cooperativa, quando prestou serviço a empresas, foi aumentar o número de vidas da Unimed. E os dados mostram: foi o ano recorde. Ninguém antes e ninguém depois trabalhou tão bem”, disse.
Na sequência, o candidato a vice mudou o tom da manifestação e passou a questionar a atuação profissional de Natasha. Wagner afirmou que a candidata também deveria prestar esclarecimentos sobre assuntos relacionados à clínica da qual ela é ligada.
“Ela deveria se silenciar sobre esse assunto, porque existem muitas histórias sobre as tabelas da clínica dela que precisam ser passadas a limpo”, afirmou, sem apresentar, na gravação, detalhes sobre quais seriam essas questões.
Wagner ainda estabeleceu uma comparação entre sua trajetória dentro da Unimed e a de Natasha. Segundo ele, enquanto se posicionava como opositor das administrações da cooperativa, a candidata teria apoiado gestões anteriores.
“Eu sou oposição antiga e oposição atual. Ela, ao contrário de mim, apoiou as duas gestões, porque sempre apoiou quem estava no poder”, declarou.
As declarações de Wagner ocorreram um dia após o debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, que terminou marcado por troca de acusações e repercussões fora do estúdio. O episódio envolvendo a presença da Polícia Federal na residência de Maurício passou a integrar o confronto eleitoral entre os dois grupos.
A alegação de que a ação da PF estaria relacionada às denúncias feitas por Maurício foi apresentada por Wagner durante a resposta a Natasha. O candidato a vice também utilizou a publicação para defender o companheiro de chapa e ampliar as críticas à adversária.