Entendimento foi homologado pela 2ª Vara da Fazenda Pública e prevê pagamento de multa civil, ele poderá parcelar o valor em até 48 vezes, conforme decisão judicial
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, encerrou por meio de acordo judicial uma ação que apurava possíveis irregularidades relacionadas a um contrato firmado durante o período em que comandou interinamente a Prefeitura de Rondonópolis.
O acordo de não persecução cível (ANPC) foi homologado pelo juiz Jorge Hassib Ibrahim, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Rondonópolis. Como parte das condições estabelecidas, Ananias deverá pagar R$ 30 mil a título de multa civil, com possibilidade de parcelamento em até 48 vezes.
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O processo estava
relacionado a um contrato envolvendo uma clínica de radiologia. As
irregularidades investigadas teriam ocorrido durante a passagem de Ananias pela
administração municipal, ainda na década de 2000.
A proposta foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e aceita integralmente pelo ex-prefeito durante uma audiência de conciliação realizada em novembro de 2025. A homologação do acordo pela Justiça ocorreu posteriormente, com a decisão sendo publicada em 28 de agosto de 2026.
Com a formalização do entendimento, Ananias deixa de responder à ação nos termos anteriormente estabelecidos, após assumir o compromisso financeiro previsto no acordo.
A empresa envolvida no caso, a Clínica Bertinetti, também celebrou um acordo no âmbito da investigação. O entendimento firmado pela clínica já havia sido submetido à homologação judicial.
O processo teve como origem fatos relacionados à gestão de Ananias na Prefeitura de Rondonópolis, quando ele exerceu o comando do município em caráter temporário.
Outro ex-prefeito da cidade, Percival Muniz, também teve a possibilidade de firmar um acordo proposto pelo Ministério Público. No entanto, segundo consta na decisão, ele não aceitou as condições apresentadas pelo órgão.
Além de presidir o PL em Mato Grosso, Ananias Filho ocupa atualmente o cargo de secretário de Governo da Prefeitura de Cuiabá, na gestão do prefeito Abilio Brunini, que também integra o partido.
A decisão judicial que homologou o acordo estabelece o pagamento da multa civil de R$ 30 mil em até 48 parcelas mensais fixas.