Investigação aponta que veículos eram retirados de locadoras com documentos de terceiros, tinham rastreadores removidos e eram levados por diferentes rotas até a fronteira com a Bolívia
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Rota Fantasma, contra um grupo investigado por um esquema de fraude na obtenção de veículos, adulteração de sinais identificadores e envio dos automóveis para a região de fronteira com a Bolívia.
Ao todo, estão sendo cumpridas nove ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias - Polo Rondonópolis, após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Paranatinga e começou após um Fiat Strada, avaliado em aproximadamente R$ 91 mil, ser retirado de uma locadora do município mediante o uso de documentos pertencentes a outra pessoa.
O veículo não foi devolvido. Durante a apuração, os investigadores descobriram que o automóvel havia deixado o Brasil e que sua última localização registrada era na Bolívia.
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Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou indícios de que o caso não seria isolado. Outros veículos teriam sido obtidos de maneira semelhante em diferentes municípios.
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam documentos de terceiros e meios de pagamento vinculados a outros integrantes do grupo para retirar os veículos das locadoras. Após a obtenção, os automóveis eram rapidamente levados para outras localidades.
A apuração também aponta que os veículos percorriam diferentes regiões de Mato Grosso e outros estados antes de chegarem à área de fronteira.
Em alguns dos casos investigados, os policiais encontraram indícios de que os veículos passavam por alterações destinadas a dificultar a localização.
Entre as suspeitas estão a retirada de rastreadores, troca de placas e adulteração dos sinais identificadores dos automóveis.
As investigações apontam ainda que pessoas eram contratadas para realizar o transporte dos veículos até a região de fronteira com a Bolívia.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam desempenhado funções diferentes dentro do esquema.
A estrutura envolveria desde a obtenção fraudulenta dos veículos até o financiamento das operações, apoio logístico, intermediação e transporte dos automóveis.
A divisão de tarefas teria permitido que os veículos fossem retirados rapidamente das cidades onde eram alugados e conduzidos por diferentes rotas antes de desaparecerem do território brasileiro.
Por que “Rota Fantasma”?
O nome da operação faz referência justamente ao trajeto utilizado pelos veículos após a obtenção fraudulenta.
Conforme a investigação, os automóveis passavam rapidamente por diferentes cidades e estados, enquanto eram adotadas medidas para dificultar o rastreamento. O destino final, segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil, seria a região de fronteira com a Bolívia.
A operação segue em andamento e as investigações devem continuar para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.