Prefeito aponta pelo menos 40 mortes em Pereira; tremor atingiu nove departamentos da Colômbia
Um forte terremoto atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10) e deixou pelo menos 111 mortos e 87 feridos, segundo o balanço divulgado pelas autoridades do país. O tremor provocou danos expressivos em diferentes localidades, com 1.575 imóveis danificados, 61 prédios que desabaram e seis aeroportos afetados.
O abalo sísmico teve magnitude 7,4 e ocorreu na região de San José del Palmar, no oeste colombiano. O epicentro fica aproximadamente 240 quilômetros de Bogotá e 190 quilômetros de Medellín. Segundo a Unidade Nacional de Gestão de Riscos da Colômbia, o terremoto foi sentido em nove departamentos.
Pereira, no departamento de Risaralda, e áreas do Valle del Cauca estão entre as regiões mais atingidas. Em Pereira, o número de mortos chegou a 47, conforme informações divulgadas pelo chefe da polícia local. No Valle del Cauca, sem contar Cali, foram registradas 27 mortes.
Também foram contabilizadas vítimas em Chocó, onde quatro pessoas morreram, Manizales, com três mortes, e Antioquia, que registrou um óbito.
A dimensão dos estragos também foi registrada no aeroporto internacional de Pereira. De acordo com o prefeito Mauricio Salazar, pelo menos três das vítimas morreram no terminal, que sofreu danos em sua estrutura. Imagens divulgadas após o tremor mostram partes de tetos e fachadas danificadas.
O Serviço Geológico colombiano informou que o terremoto ocorreu a 96 quilômetros de profundidade e foi o mais forte registrado no país na última década. Depois do primeiro tremor, duas réplicas foram identificadas, com magnitudes de 2,8 e 4,8.
Apesar da magnitude elevada, a profundidade do terremoto ajudou a diferenciar seus efeitos de outros grandes abalos registrados recentemente na região. Os terremotos que atingiram a Venezuela em junho tiveram magnitudes semelhantes, de 7,2 e 7,4, mas ocorreram a aproximadamente 21 quilômetros de profundidade, fazendo com que os tremores fossem sentidos em áreas mais amplas.
Após o desastre, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que se deslocaria para Bogotá para acompanhar a resposta à emergência. O governo convocou uma estrutura de comando junto à Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres para coordenar as ações nas áreas atingidas, especialmente no Chocó, no Eixo Cafeeiro e em outras regiões afetadas.
Equipes de emergência permanecem mobilizadas para avaliar os danos, prestar atendimento às vítimas e levantar a extensão dos prejuízos provocados pelo terremoto.