RAINHA DO SKATE

Rayssa Leal vence no Maracanãzinho e conquista segundo título na temporada da SLS

· 3 min de leitura
Rayssa Leal vence no Maracanãzinho e conquista segundo título na temporada da SLS
A jovem Rayssa Leal - Foto: Reprodução / SLS

Brasileira somou 20,9 pontos, superou a japonesa Momiji Nishiya e garantiu o segundo título na temporada

Rayssa Leal voltou a subir no lugar mais alto do pódio na temporada 2026 da Liga Internacional de Skate Street (SLS). No último domingo (9), a skatista brasileira venceu o Rio Takeover, terceira etapa do circuito, realizado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

A brasileira terminou a decisão com 20,9 pontos, resultado das três melhores manobras, que receberam notas 6,8, 7,1 e 7,0. A japonesa Momiji Nishiya ficou com a segunda colocação, somando 20,7 pontos, enquanto a espanhola Daniela Terol terminou em terceiro, com 17,7. Gabi Mazetto, outra representante do Brasil na final, ficou na quarta posição, com 14,8 pontos.

Além da conquista, o evento teve um significado especial para Rayssa por ter sido realizado no Dia dos Pais. O Maracanãzinho também recebeu pela primeira vez uma competição de skate, cenário que tornou a vitória ainda mais marcante para a atleta.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Após a conquista, Rayssa dedicou o troféu ao pai, Haroldo, que acompanhou a competição à distância. Ele não esteve no local porque a mãe da skatista está grávida e aguarda o nascimento de outra filha.

“Bom, estou muito feliz, principalmente porque hoje é Dia dos Pais. Meu papai está assistindo, então dedico este troféu a ele e, principalmente, a nós, atletas, que sabemos como é competir no Maracanãzinho — pelo menos eu estou descobrindo como é hoje. É uma experiência muito bacana. Fico muito feliz de vir aqui, mostrar meu skate; foi uma competição muito divertida. A gente deu um show e é isso”, contou à Rolling Stone Brasil, parceira da SLS Rio de Janeiro Takeover.

O resultado também teve peso pelo contexto da competição. Na véspera da final, Rayssa sofreu uma queda durante o treinamento e torceu o pé direito. A lesão fez com que ela chegasse a mancar enquanto circulava pela pista, mas não impediu a participação na decisão.

Na final, a brasileira começou com uma queda na primeira tentativa. A reação veio nas manobras seguintes, quando conseguiu registrar duas das melhores apresentações da disputa. Momiji Nishiya chegou a assumir a liderança depois de executar a maior nota do evento, 8,7, mas Rayssa conseguiu recuperar a primeira colocação.

A skatista brasileira também destacou a parceria com o técnico Felipe Gustavo, responsável por auxiliá-la durante a competição principalmente na estratégia e na definição das manobras.

“Eu e o Felipe temos uma amizade de anos; então, principalmente dentro da pista, é uma pessoa que eu olho e que me passa confiança, e isso é muito importante. A gente leva isso tanto nos treinos quanto andando de skate na rua e em competição. Você sempre vai me ver falando com ele, porque a gente sempre fala de estratégia, pontuação, e é ele que faz os cálculos e fica ali perto para saber qual manobra eu tenho que fazer. Eu só ando de skate; ele que fala ‘faz isso’ e eu vou lá e faço”, disse a skatista.

O título conquistado no Rio representa a segunda vitória de Rayssa na temporada da SLS em 2026. Antes disso, ela já havia vencido a etapa realizada em Sydney, na Austrália, em fevereiro.

Com os resultados obtidos ao longo do ano, a brasileira aparece na liderança dos dois rankings utilizados para definir as classificadas ao Super Crown, decisão que será disputada em dezembro, em São Paulo. A classificação considera as campanhas nos rankings do Takeover e da Arena.

A preparação de Rayssa também já está voltada para um objetivo de longo prazo: os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Depois da vitória no Rio, ela afirmou que o acompanhamento psicológico ganhou importância maior em sua rotina, especialmente após a experiência vivida na Olimpíada de Paris, em 2024.

“Não estou fazendo nada de muito diferente da minha rotina, mas estou trabalhando muito mais na terapia. Minha cabeça vai chegar lá 100%. Acho que essa foi uma das coisas que mais brecou o meu nível em Paris, em 2024, porque eu sei, hoje eu me entendo, o tamanho da pressão e o que é ir para uma Olimpíada — o peso é diferente”.

A próxima oportunidade de Rayssa pontuar na temporada será em 29 de agosto, quando a SLS desembarca em Tempe, nos Estados Unidos, para a quarta etapa do circuito.