INSATISFAÇÃO

4 anos sem reajuste: motoristas acusam abandono do transporte escolar em Rondonópolis

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4 anos sem reajuste: motoristas acusam abandono do transporte escolar em Rondonópolis
Ilustração: IA

Categoria denuncia salários defasados, atrasos nos pagamentos, sobrecarga de trabalho e condições precárias da frota; paralisação não está descartada

Enquanto a Prefeitura de Rondonópolis mantém o discurso de investimentos e melhorias nos serviços públicos, motoristas do transporte escolar afirmam viver uma realidade bem diferente nos bastidores. A categoria denuncia salários congelados há quatro anos, atrasos recorrentes nos pagamentos e uma frota que, segundo os trabalhadores, apresenta problemas constantes de manutenção.

A insatisfação chegou a um ponto crítico. Segundo o portal Estadão Mato Grosso, os profissionais relatam que o desânimo tomou conta da categoria e que alguns colegas já deixaram a função diante da falta de valorização e das condições de trabalho enfrentadas diariamente.

A principal reclamação é a ausência de reajuste salarial. Segundo os motoristas, as promessas de valorização se repetem ano após ano, mas nunca saem do papel. Enquanto isso, o custo de vida aumenta e os trabalhadores afirmam que os vencimentos permanecem praticamente estagnados.

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A Secretaria Municipal de Educação afirmou que a Prefeitura está em dia com as empresas responsáveis pelos contratos. Segundo a pasta, caso haja comprovação de atraso nos salários, as empresas podem sofrer penalidades conforme a Lei nº 14.133/2021. A SEMECEL reforçou o compromisso com a regularidade dos serviços e a proteção aos direitos dos trabalhadores.

Além dos salários considerados defasados, os profissionais denunciam a falta de motoristas para atender a demanda do transporte escolar. O resultado, segundo eles, é uma rotina marcada por jornadas prolongadas e acúmulo de funções.

Outro problema que gera revolta é o atraso nos pagamentos. De acordo com os denunciantes, os recursos destinados à folha salarial seriam repassados regularmente, mas os salários não chegam às contas dos trabalhadores dentro do prazo esperado.

Como se não bastassem os problemas trabalhistas, os motoristas afirmam que parte da frota opera em condições preocupantes. Ônibus com desgaste e necessidade frequente de manutenção fazem parte da rotina relatada pelos profissionais, que dizem temer pela segurança dos estudantes transportados diariamente.

Diante da falta de respostas e da ausência de avanços nas reivindicações, cresce entre os trabalhadores a discussão sobre uma possível paralisação. A medida é vista por parte da categoria como a única forma de chamar a atenção da administração municipal para um problema que, segundo eles, se arrasta há anos sem solução.