Partido aposta em chapa competitiva para tentar alcançar uma segunda cadeira em Mato Grosso
O PSD entra na disputa por vagas na Câmara Federal em Mato Grosso com uma nominata que, em uma simulação eleitoral, parte de uma estimativa próxima de 235 mil votos. O número coincide com o quociente eleitoral utilizado como referência para a análise e coloca o partido em condições de conquistar inicialmente uma cadeira.
Nesse cenário, o deputado federal Emanuelzinho aparece como principal candidato a garantir a vaga. A possibilidade de o partido alcançar uma segunda cadeira, porém, dependeria de uma votação acima da faixa central projetada e, principalmente, de um desempenho inferior ao esperado por chapas concorrentes do PL, União Progressistas e Republicanos.
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A projeção considera uma margem entre 220 mil e 255 mil votos para o conjunto da nominata. Trata-se de uma simulação, e não de pesquisa eleitoral ou previsão definitiva. Para chegar aos números, são considerados fatores como desempenho em eleições anteriores, estrutura política, presença regional, mandato, trajetória dos candidatos e nível de competitividade das demais chapas.
Entre os nomes que integram a nominata estão Chico Curvo, Emanuelzinho, Flavinha, Irajá Lacerda, Marildes, Procurador Mauro, Professor Sivirino, Sarah Botelho e Valtenir Pereira.
Com dois mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, Emanuelzinho é apontado como o nome de maior peso eleitoral dentro da chapa. Em 2022, ele recebeu 74.720 votos e chega ao novo pleito com a maior votação federal recente entre os integrantes da nominata.
A trajetória também representa uma mudança em relação ao período em que sua atuação política esteve mais diretamente associada à gestão do pai, Emanuel Pinheiro, na Prefeitura de Cuiabá. Desde então, o parlamentar consolidou uma atuação própria em Brasília, construiu relações com prefeitos e ampliou sua inserção política em diferentes regiões do Estado.
Por esse conjunto de fatores, caso o PSD consiga eleger apenas um deputado federal, Emanuelzinho aparece como o principal candidato a ocupar a cadeira.
A disputa pela segunda cadeira tende a ser mais aberta. Irajá Lacerda aparece como o principal concorrente interno nesse cenário, após ter alcançado 54.607 votos na eleição para deputado federal de 2022.
Desde aquele pleito, o político ampliou sua circulação no setor produtivo após passagem pelo Ministério da Agricultura e manteve atuação especialmente ligada ao Oeste de Mato Grosso. O desafio, entretanto, é ampliar sua votação diante de adversários que também possuem forte presença no agronegócio e em suas respectivas regiões.
Entre os concorrentes estão Neri Geller (Podemos), Nilson Leitão (Progressistas), Juarez Costa (Republicanos), Acácio Ambrosini (Republicanos) e Dr. Leonardo (Republicanos).
Outro fator que pesa sobre a trajetória de Irajá é sua passagem pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O posicionamento tornou mais complexa sua tentativa posterior de se aproximar do eleitorado de direita. Atualmente, ele apoia o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que também está filiado ao PSD, e busca se apresentar como uma alternativa fora da disputa polarizada entre lulismo e bolsonarismo.
Além de Emanuelzinho e Irajá, o desempenho dos demais candidatos será determinante para definir até onde o PSD poderá chegar. A força eleitoral de nomes com atuação regional pode fazer diferença principalmente na tentativa de superar a barreira necessária para uma segunda cadeira.
Flavinha obteve 17.400 votos para deputada federal em 2022 e possui maior concentração eleitoral no Nortão. Posteriormente, chegou a ocupar temporariamente uma cadeira na Câmara dos Deputados, ampliando sua exposição política.
Chico Curvo, por sua vez, construiu sua principal base em Várzea Grande e já alcançou 12.914 votos na disputa para deputado federal em 2014.
Professor Sivirino chega à eleição com força concentrada em Barra do Garças. Na eleição para deputado estadual, recebeu 10.358 votos, dos quais 7.894 foram registrados somente no município. A condição de vice-prefeito da cidade também acrescenta uma estrutura política relevante à sua candidatura.
A nominata ainda conta com Valtenir Pereira e Procurador Mauro, candidatos que possuem histórico eleitoral e, portanto, algum nível de reconhecimento junto ao eleitorado. Em 2022, Valtenir recebeu 22.563 votos para deputado federal, enquanto Procurador Mauro alcançou 16.720.
Completam o grupo Sarah Botelho, com atuação política em Tangará da Serra, e Marildes, que concentra sua trajetória em Rondonópolis.
O cenário desenhado para o PSD mostra uma chapa com potencial para alcançar aproximadamente o quociente eleitoral e garantir uma vaga, mas ainda sem segurança matemática para assegurar a segunda.
A eventual conquista de duas cadeiras dependerá não apenas do desempenho de Emanuelzinho e Irajá, mas da capacidade dos demais candidatos de somarem votos suficientes para elevar a votação total da legenda. Ao mesmo tempo, uma segunda vaga pode se tornar mais acessível caso chapas adversárias fiquem abaixo das projeções iniciais.
Assim, o PSD chega à disputa com Emanuelzinho em posição privilegiada para a primeira cadeira e Irajá como principal nome na briga pela segunda, enquanto o restante da nominata terá papel decisivo para determinar se o partido ficará em torno dos 220 mil votos ou conseguirá alcançar o teto estimado de 255 mil.