SEM PALANQUE

"Não sou obrigado a pedir voto para o Wellington Fagundes", dispara Abilio; veja vídeo

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"Não sou obrigado a pedir voto para o Wellington Fagundes", dispara Abilio; veja vídeo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini - Foto: Emanoele Daiane

Prefeito afirma que já comunicou Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro sobre sua decisão de não participar da campanha da chapa majoritária

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a demonstrar insatisfação com a composição da chapa majoritária do Partido Liberal para as eleições de outubro e afirmou que não participará de atos de campanha ao lado de lideranças do MDB.

Com a decisão, Abilio também descartou subir no mesmo palanque do senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa o Senado, e do senador Jayme Campos (União Brasil).

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Segundo o prefeito, sua posição já foi comunicada à direção nacional do partido, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Eu fiz o único compromisso com o presidente Valdemar e com o Flávio e não sou obrigado a pedir voto para o Wellington, não sou obrigado a pedir para a Janaina, não sou obrigado a pedir voto para o MDB. Eu só não posso, pela legalidade, pedir voto para outro candidato de outro partido."

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Ao justificar sua decisão, Abilio afirmou que a aliança construída em Mato Grosso representa a reunião de grupos políticos que, segundo ele, perderam espaço nos últimos anos e agora tentam retornar ao poder.

"A classe política está se reunindo num grupo e eu não estou com esse grupo. É a classe política que perdeu espaço desde a época do governo Silval [Barbosa], acumulou com a queda do Emanuel [Pinheiro] e agora se reúne sob uma máscara de direita para tentar voltar ao poder. Não tem meu apoio nem meu envolvimento."

O prefeito também disse que não vê possibilidade de dividir palanque com adversários das eleições municipais, citando o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), que disputou a Prefeitura de Cuiabá contra ele.

"Eu não posso estar do lado do cara que foi meu oponente durante a campanha eleitoral. O Botelho foi meu oponente, brigou comigo, me xinga, reclama do Bolsonaro, e eu vou lá fazer de conta que está tudo certo e sentar do lado dele na janelinha? Não."

Apesar das críticas à aliança estadual do PL, Abilio descartou qualquer possibilidade de punição dentro do partido. Segundo ele, sua participação na campanha eleitoral estará concentrada na candidatura do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado, nos candidatos proporcionais da legenda entre eles sua esposa, Samantha Iris (PL) e no fortalecimento do projeto nacional da direita.