Juiz considerou regular o cumprimento do mandado e manteve o motorista à disposição da Justiça
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso preventivamente Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, investigado pela morte do entregador Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, em Cuiabá. A decisão foi tomada neste sábado (5), durante audiência de custódia realizada após o cumprimento do mandado de prisão.
Na análise da prisão, o juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto verificou a regularidade do mandado e não encontrou ilegalidades no procedimento. Com isso, Hercílio continuará detido enquanto o pedido de revogação da prisão preventiva será analisado pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pelo processo.
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A prisão foi cumprida pela Polícia Civil durante a manhã. O caso é conduzido pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que passou a investigar o episódio como possível homicídio doloso.
De acordo com a Polícia Civil, a mudança no enquadramento ocorreu após a análise da dinâmica das colisões. Os investigadores sustentam que o motorista teria tido condições de realizar manobras para evitar as motocicletas, mas não teria feito os desvios necessários.
O acidente que resultou na morte de Paulo Messias ocorreu na madrugada de 30 de agosto, na Avenida Isaac Póvoas. Antes da colisão fatal, a BMW teria se envolvido em outro acidente com um motociclista, que ficou ferido.
Segundo a investigação, após a primeira batida, o motorista teria seguido pela avenida sem prestar atendimento à vítima. Cerca de 700 metros depois, ocorreu a segunda colisão, desta vez envolvendo Paulo Messias, que morreu em decorrência do impacto.
Outro elemento analisado pela polícia foi a velocidade desenvolvida pelo veículo. Um radar registrou a BMW a 177 km/h em um trecho da Avenida Isaac Póvoas onde o limite permitido é de 50 km/h. A velocidade, segundo os investigadores, faz parte do conjunto de informações utilizadas para fundamentar o pedido de prisão.
A Polícia Civil também apura as circunstâncias anteriores às colisões. Conforme os investigadores, Hercílio teria passado por uma casa noturna antes de assumir a direção do veículo e teria desrespeitado sinais de trânsito durante o trajeto. A eventual ingestão de bebida alcoólica também integra a apuração.
O investigado esteve na Deletran na sexta-feira (4), acompanhado de advogado, para prestar depoimento. Na ocasião, optou por permanecer em silêncio, direito assegurado pela legislação.
A defesa informou que Hercílio compareceu espontaneamente à delegacia e afirmou que não comentaria o conteúdo das investigações, em respeito ao andamento do caso e aos familiares da vítima.