"ENERGIA LIMPA"

Mineradora é flagrada com ligação clandestina e gerente é levado à delegacia em MT

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Mineradora é flagrada com ligação clandestina e gerente é levado à delegacia em MT
Foto: Reprodução/PJC-MT

Polícia Civil identificou desvio de energia nas três fases da rede e alteração irregular da tensão elétrica durante fiscalização em Nossa Senhora do Livramento

Uma fiscalização realizada nesta sexta-feira (21) encontrou uma ligação irregular de energia elétrica em uma mineradora de grande porte, na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, a cerca de 40 quilômetros de Cuiabá. O gerente da empresa, que se apresentou como responsável pelo local, foi conduzido à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande para prestar esclarecimentos.

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Vídeo: Reprodução/PJC-MT

A irregularidade foi descoberta durante uma ação da Operação Energia Limpa, que reúne esforços para combater furtos e fraudes no consumo de energia elétrica. Segundo a Polícia Civil, a empresa já vinha sendo monitorada antes da fiscalização.

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Durante a vistoria, os policiais constataram que a energia estava sendo desviada nas três fases da rede elétrica. Também foi identificada uma alteração não autorizada na tensão, que teria sido elevada de 13,8 kV para 34,5 kV.

Mesmo permanecendo conectada ao sistema de distribuição, a unidade não registrava corretamente o consumo, devido à fraude encontrada na instalação.

A fiscalização revelou ainda uma estrutura de grande capacidade instalada na propriedade. No local havia carregadores utilizados por caminhões elétricos e quatro transformadores.

Entre os equipamentos estavam dois transformadores de 1.000 kVA, além de unidades de 150 kVA e 45 kVA.

A dimensão da estrutura chamou atenção das equipes porque os equipamentos estavam associados à instalação que, conforme a investigação, funcionava sem a medição regular do consumo de energia.

O homem que se apresentou como gerente da mineradora foi levado para a Derf de Várzea Grande. Até o momento, não foi informado se ele permaneceu detido após prestar depoimento.

A Polícia Civil agora trabalha para identificar e qualificar o proprietário da empresa, além de esclarecer quem teria autorizado ou participado das alterações encontradas na rede elétrica.

O caso é investigado, em tese, como furto de energia elétrica qualificado pela fraude, previsto no artigo 155, § 3º e § 4º, inciso II, do Código Penal.

As diligências continuam dentro da Operação Energia Limpa, que busca identificar outras possíveis fraudes e responsabilizar os envolvidos em irregularidades no consumo de energia elétrica.