Parlamentar afirmou que mulheres possuem experiência e preparo, mas ainda enfrentam obstáculos para ocupar posições estratégicas
A vereadora de Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil), que disputa espaço como pré-candidata a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, reagiu à declaração do deputado estadual Ondanir Bortolini, conhecido como Nininho (Republicanos), sobre a composição da chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em publicação feita nas redes sociais nesta quarta-feira (5), a parlamentar afirmou que a justificativa de que não haveria uma mulher preparada para ocupar a vaga de vice-governadora não representa a realidade das mulheres que atuam na política, no setor produtivo e na administração pública.
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Michelly afirmou que respeita as decisões internas dos partidos e as articulações para formação da chapa majoritária, mas considerou inadequada a associação entre ausência de uma indicação feminina e falta de qualificação.
Segundo ela, Mato Grosso possui mulheres com experiência comprovada em diversas áreas, como gestão pública, empreendedorismo, agronegócio e representação política.
A vereadora também lembrou que seu nome chegou a ser citado por lideranças e veículos de comunicação como uma das possibilidades para integrar a chapa governista como vice. Para ela, a situação levanta um questionamento sobre os critérios utilizados nas escolhas políticas.
“Se meu nome era considerado uma opção viável até pouco tempo atrás, o que mudou? A capacidade de uma mulher não desaparece de um dia para o outro”, afirmou.
Michelly destacou que a discussão deve ir além da disputa por uma vaga específica e envolver uma reflexão sobre a presença feminina nos espaços onde são tomadas decisões importantes.
Na avaliação da parlamentar, muitas mulheres possuem preparo técnico, experiência e trajetória política, mas ainda encontram dificuldades para conquistar espaço em posições de maior influência.
Ela afirmou que continua apoiando o projeto político de Pivetta e seguirá trabalhando pela pré-candidatura à Assembleia Legislativa. Para Michelly, a escolha de representantes deve levar em consideração histórico, competência e resultados apresentados.
“A trajetória e a capacidade de servir à população não têm relação com gênero. As mulheres de Mato Grosso já demonstraram que estão aptas a contribuir em qualquer posição”, declarou.