Mendes afirmou que precisa interromper compromissos eleitorais para responder às acusações feitas pelo adversário
O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) reagiu ao pedido de prisão apresentado pelo adversário Pedro Taques (PSB), relacionado a uma suposta violação de medida cautelar, e fez duras críticas ao ex-governador. Mendes afirmou que não pretende dar crédito às acusações feitas pelo rival e disse que Taques deveria concentrar esforços na própria campanha eleitoral.
A representação questiona um encontro entre Mendes e o deputado federal Fábio Garcia durante um evento realizado em Sinop na semana passada. Os dois são alvos da Operação Heritage e estão submetidos a uma determinação judicial que restringe a comunicação entre eles.
Ao ser questionado sobre o pedido, Mendes afirmou que o encontro ocorreu de maneira casual e negou que tenha havido qualquer conversa relacionada ao processo. Segundo ele, ambos estavam em um evento com grande público e permaneceram em lados diferentes do palco.
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“O que houve foi um encontro fortuito, na frente de um palco. Eu não sabia que ele estava lá, ele não sabia que eu estaria, na frente de mais de mil pessoas, ao lado de 50 pessoas”, declarou.
Mendes argumentou ainda que a própria medida cautelar não impediria uma situação eventual como a descrita por ele, mas apenas conversas sobre o processo ou eventual combinação de versões. Na avaliação do candidato, seria ilógico escolher um ambiente público e movimentado para tentar descumprir uma determinação judicial.
“A decisão é muito clara e nos proíbe de falar sobre o processo ou eventualmente combinar alguma versão sobre o processo. Se quiséssemos fazer isso, iríamos escolher um milhão de lugares, menos na frente de um palco, ao lado de 50 pessoas, na frente de mil pessoas”, afirmou.
O candidato disse que apenas percebeu a presença de Garcia, sem estabelecer diálogo com ele. “Foi um encontro fortuito, não conversamos, só nos vimos, nos afastamos. Ele ficou de um lado do palco e eu fiquei do outro. Não passou absolutamente disso”, acrescentou.
Na sequência, Mendes direcionou as críticas a Taques e pediu que o adversário se concentre na disputa eleitoral. “Pelo amor de Deus, para de mentir, faz um pouco de campanha e deixa eu fazer a minha campanha”, afirmou.
O ex-governador também declarou que sua equipe precisou interromper compromissos eleitorais para produzir gravações relacionadas a direitos de resposta. Segundo Mendes, ele já teria gravado nove manifestações desse tipo durante a atual campanha.
“Hoje, já gravei o nono direito de resposta contra ele. Está difícil para mim fazer campanha, porque o Taques não deixa. Toda hora tem que parar a campanha para gravar direito de resposta”, disse.
Mendes classificou Taques como “o cara mais mentiroso da história do Governo de Mato Grosso” e afirmou que não levaria em consideração as declarações feitas pelo adversário.
O candidato também fez críticas à gestão de Taques à frente do Governo de Mato Grosso e afirmou que o ex-governador teria acumulado decisões judiciais desfavoráveis. Segundo Mendes, seriam 20 decisões até a manhã desta quarta-feira (9), além de outra que, conforme relatou, teria sido proferida no período da tarde.
“Taques foi um cara que passou o mandato inteiro mentindo e está mentindo agora. Já tem 20 decisões desfavoráveis, condenações por ter faltado com a verdade, ter mentido, ter dito coisas que não podia dizer. Vinte condenações até a data de hoje de manhã”, declarou.
Mendes ainda afirmou ter tomado conhecimento de uma nova decisão desfavorável contra o adversário durante a tarde.
As declarações ocorreram em meio ao novo confronto entre os dois candidatos, que disputam uma das vagas de Mato Grosso ao Senado nas eleições deste ano.