"COMETEU UM EQUÍVOCO"

Mauro diz que Pivetta errou ao trocar Fábio Garcia por Gisela na vice: "Discordei da decisão"

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Mauro diz que Pivetta errou ao trocar Fábio Garcia por Gisela na vice: "Discordei da decisão"
O ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes - Foto: Reprodução - Tonico Pinheiro / Secom-MT

Candidato ao Senado afirmou que o governador tinha autonomia para escolher Gisela Simona, mas avaliou que a substituição de Fábio Garcia pode trazer consequências futuras

O ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) avaliou que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tomou uma decisão equivocada ao substituir o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) pela ex-deputada Gisela Simona (União Brasil) na disputa pela vice-governadoria de Mato Grosso.

Apesar de discordar da mudança, Mauro afirmou que reconhece a autonomia de Pivetta para definir a composição de sua chapa. Para ele, a escolha do candidato a vice deve ser uma prerrogativa de quem disputa o Governo do Estado.

“Eu discordei da decisão dele, mas eu respeitei. Eu discordei porque ele cometeu um equívoco, que vai ter, provavelmente, algum desdobramento presente ou futuro”, declarou ao Olhar Direto.

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A alteração na chapa ocorreu depois que Fábio Garcia decidiu abandonar a candidatura a vice e voltar a concentrar esforços na tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados. A saída aconteceu no contexto das repercussões da Operação Heritage, da Polícia Federal, e das medidas determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atingiram pessoas ligadas ao grupo político.

Com a desistência, Gisela Simona foi escolhida para ocupar a vaga de vice na chapa de Pivetta. A composição passou a ter Pivetta na disputa pelo Governo, Gisela como vice e Mauro Mendes e Margareth Buzetti (PP) como candidatos ao Senado.

Mesmo classificando a substituição como um erro, Mauro afirmou que Pivetta tinha legitimidade para fazer a escolha. O ex-governador lembrou que, quando esteve na disputa pelo Palácio Paiaguás, também teve autonomia para definir seus companheiros de chapa.

“Quem escolhe o candidato a vice é o candidato ao governo. Foi assim quando eu fui candidato”, afirmou.

Mauro citou as eleições de 2018 e 2022, quando esteve à frente da disputa pelo Governo de Mato Grosso e tomou decisões sobre a composição de suas chapas.

A crítica à escolha de Gisela, segundo Mauro, não representa uma ruptura com Pivetta ou com o grupo político. O candidato ao Senado afirmou que diferenças de opinião podem existir sem comprometer a aliança eleitoral.

“Todos unidos. Ter divergência não significa ter ruptura. A gente pode divergir e continuar caminhando junto”, declarou.

Mauro também defendeu que as divergências são naturais dentro de uma disputa política e afirmou que os integrantes do grupo continuam unidos em torno de objetivos comuns para as eleições deste ano.

“A divergência faz parte da democracia. Entretanto, aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que eventualmente possa nos separar”, completou.