Trabalhadores reclamam da ausência de um índice de reajuste salarial e cobram aumento real, melhores benefícios e condições de trabalho
Os bancários de Mato Grosso decidiram cruzar os braços por 24 horas nesta quinta-feira (20), em protesto contra a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da campanha salarial. A paralisação terá mobilização na região central de Cuiabá.
A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada na segunda-feira (17), na qual mais de 97% dos participantes votaram contra a proposta apresentada pelos bancos. A categoria considera que a negociação não trouxe avanços suficientes nas reivindicações salariais e trabalhistas.
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O impasse aumentou após a rodada de negociações realizada na terça-feira (18). Segundo as entidades que representam os trabalhadores, a Fenaban não apresentou um percentual de reajuste para os salários. Entre as medidas discutidas estavam a manutenção do atual piso de entrada para novos funcionários e a aplicação de percentuais diferentes de reajuste conforme a faixa salarial.
Para os bancários, a proposta não atende às principais reivindicações da campanha, que incluem aumento acima da inflação, melhoria dos benefícios e avanços nas condições de trabalho. A paralisação faz parte de uma mobilização nacional da categoria e ocorre em meio ao processo de negociação da nova convenção coletiva.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro de Mato Grosso (SEEB-MT), João Dourado, afirmou que a mobilização é uma resposta à falta de avanço nas tratativas.
“Vamos nos unir para dizer aos bancos que somos mais fortes e merecemos respeito”, declarou.
A categoria também cobra mudanças em pontos como participação nos lucros e resultados, vales-refeição e alimentação e condições de trabalho, além do reajuste salarial com ganho real.
A paralisação está prevista para ocorrer durante 24 horas nesta quinta-feira (20). Em mobilizações anteriores, orientações do setor bancário indicaram que clientes poderiam utilizar canais digitais e caixas eletrônicos durante a suspensão do atendimento presencial.