Ex-governador afirma que negociações fazem parte do período pré-eleitoral, mas nenhuma composição foi definida
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que disputa uma vaga no Senado nas eleições deste ano, reconheceu que tem mantido interlocução com integrantes do Partido Liberal (PL) para discutir possíveis composições eleitorais. Apesar disso, fez questão de destacar que as conversas ainda não resultaram em qualquer compromisso político e que o desenho final das alianças dependerá do encerramento das convenções partidárias.
Durante conversa com a imprensa, Mauro afirmou que o ambiente político continua em constante movimentação e que negociações iniciadas nesta fase podem mudar rapidamente antes da formalização das candidaturas.
Sem entrar em detalhes sobre as tratativas, ele afirmou que o período pré-eleitoral é marcado por diversas especulações e articulações entre lideranças, mas ponderou que poucas delas se transformam em acordos efetivos.
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A candidatura de Mauro integra o projeto da Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas), que ainda não concluiu a definição de todos os integrantes da chapa majoritária.
A expectativa é que a decisão seja tomada na convenção marcada para o próximo dia 30, quando também será discutida a composição para a disputa das duas cadeiras de Mato Grosso no Senado.
Inicialmente, a senadora Margareth Buzetti foi indicada pelo Progressistas para integrar a chapa. Posteriormente, ela abriu mão da posição como forma de facilitar as negociações internas e permitir maior liberdade nas articulações políticas do grupo.
Mesmo assim, o cenário continua indefinido porque o senador Jayme Campos mantém sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Caso decida abandonar a disputa pelo Palácio Paiaguás, ele poderá migrar para a corrida ao Senado, alterando novamente o desenho da federação.
Paralelamente às discussões dentro da União Progressista, Mauro também passou a ser alvo de conversas com o PL.
A aproximação ganhou força depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que gostaria de contar com o ex-governador entre seus aliados na próxima legislatura do Senado, gesto que ampliou o diálogo entre os dois grupos políticos.
Mesmo reconhecendo que há interlocução com dirigentes liberais, Mauro evitou revelar o teor das conversas e afirmou que prefere tratar negociações desse tipo com discrição.
Na avaliação do ex-governador, o momento exige cautela, já que o quadro eleitoral ainda pode sofrer alterações relevantes antes da homologação das candidaturas e do início oficial da campanha.