Decisão considera que os objetos ainda podem ter relevância para processos relacionados ao assassinato do advogado
A motocicleta e o celular que pertencem à companheira de um dos réus, além de uma pistola Glock apontada como a arma utilizada no assassinato do advogado Renato Gomes Nery, continuarão apreendidos por determinação da Justiça. A decisão foi tomada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, e publicada nesta quarta-feira (9).
A Defensoria Pública havia solicitado a devolução da motocicleta e do aparelho celular em nome de Deiviane Ribeiro da Cruz, companheira de Alex Roberto de Queiroz Silva. Segundo a defesa, os dois objetos são de propriedade dela e não teriam relação com o crime investigado.
O pedido foi apresentado após uma decisão anterior tratar apenas da permanência da pistola Glock sob custódia judicial, sem analisar especificamente a situação da motocicleta e do telefone. O Ministério Público reconheceu que houve essa omissão, mas se posicionou contra a restituição dos bens.
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Ao reexaminar a questão, o magistrado decidiu manter os três objetos vinculados ao processo. Embora os exames periciais realizados na motocicleta e no celular já tenham sido concluídos e a fase de instrução processual tenha terminado, a Justiça considerou que os itens ainda podem ter relevância para as investigações.
Um dos motivos apontados na decisão é que os mesmos fatos continuam sendo apurados em processos que envolvem outros investigados. Como esses casos ainda não foram julgados, o juiz entendeu que a preservação dos objetos é necessária neste momento.
A pistola Glock, por sua vez, permanece apreendida por ser apontada pelo Ministério Público como a arma utilizada no assassinato de Renato Nery. O advogado foi baleado na manhã de 5 de julho de 2024, quando chegava ao escritório onde trabalhava, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele chegou a receber atendimento médico, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
Alex Roberto de Queiroz Silva já foi condenado pelo homicídio e recorreu da sentença. Com a apresentação da apelação, a Justiça determinou que a defesa apresente as razões do recurso.
A decisão sobre a motocicleta e o celular não é definitiva quanto à permanência dos bens apreendidos. Conforme o entendimento do juiz, a devolução poderá voltar a ser analisada depois que os demais processos relacionados ao caso forem julgados ou caso surja algum fato novo capaz de modificar a situação.