FISCALIZAÇÃO ELEITORAL

Irajá Lacerda vira alvo de apuração no MPE por suposto uso de influenciadoras na campanha

· 2 min de leitura
Irajá Lacerda vira alvo de apuração no MPE por suposto uso de influenciadoras na campanha
O candidato a deputado federal, Irajá Lacerda - Foto: Reprodução / Assessoria

Denúncia foi apresentada pelo aplicativo Pardal e aponta possível contratação de influenciadoras para promover a candidatura

O Ministério Público Eleitoral (MPE) deverá analisar uma denúncia que questiona a possível contratação de influenciadoras digitais para divulgar a candidatura de Irajá Lacerda (PSD), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso. O caso chegou ao órgão após determinação do juiz eleitoral Emerson Luis Pereira Cajango.

A denúncia foi registrada por meio do aplicativo Pardal e aponta a possibilidade de que perfis de influenciadoras tenham sido utilizados para promover o candidato nas redes sociais mediante algum tipo de acordo ou remuneração.

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Antes de encaminhar o caso ao MPE, a Justiça Eleitoral realizou uma verificação preliminar nas redes sociais mencionadas na denúncia. Em uma das contas, identificada como @grazy_influencer_digital, foram encontradas fotos e vídeos nos quais a influenciadora aparece com Irajá.

Em relação ao perfil @isalirafit, que também foi citado no relato, não foram localizadas publicações envolvendo o candidato durante a análise realizada pela Justiça.

Apesar dos registros encontrados, o material não permitiu concluir se as publicações ocorreram de forma espontânea ou se existiu contratação para a divulgação da candidatura. Segundo o magistrado, a simples presença de uma influenciadora em conteúdos ao lado do candidato não é suficiente para comprovar propaganda eleitoral remunerada.

A principal questão que permanece sem resposta é a existência de eventual vínculo entre Irajá e as influenciadoras, incluindo contrato, pagamento, contraprestação ou qualquer outra forma de acordo.

Diante disso, o juiz entendeu que não havia elementos suficientes, neste momento, para confirmar ou afastar a denúncia. Por essa razão, os autos foram remetidos ao Ministério Público Eleitoral, que deverá avaliar se há necessidade de realizar novas diligências e aprofundar a apuração.

O encaminhamento não representa, portanto, o reconhecimento de uma irregularidade pela Justiça Eleitoral. Caberá ao MPE verificar se existem elementos que justifiquem novas medidas no caso.

A denúncia ocorre em meio ao aumento dos registros de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral em Mato Grosso. Dados divulgados pelo TRE-MT apontaram que, até 1º de setembro, o aplicativo Pardal havia recebido 132 denúncias relacionadas às eleições deste ano no Estado, sendo 31 referentes especificamente à propaganda na internet.