João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins estavam presos desde junho e tiveram a prisão temporária revogada, segundo a Justiça, não foram encontrados elementos suficientes para justificar o indiciamento dos dois
Dois dos investigados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que morreu durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), deixaram a prisão na última quarta-feira (8). João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins tiveram a prisão temporária revogada pela Justiça após a análise dos elementos reunidos durante o inquérito.
Segundo a decisão judicial, não foram encontrados indícios considerados suficientes para vincular os dois suspeitos diretamente ao caso. Com isso, eles não chegaram a ser formalmente indiciados e a medida cautelar que mantinha ambos presos foi encerrada.
A investigação, no entanto, continua envolvendo outros quatro denunciados pelo Ministério Público de São Paulo. Permanecem presos Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves.
Conforme a denúncia apresentada pelo MP, Luís Felipe, Maicon e Vitor são acusados de homicídio com dolo eventual, quando a pessoa não pretende provocar o resultado, mas assume o risco de que ele aconteça. A acusação também aponta agravantes como motivo torpe e a impossibilidade de defesa da vítima.
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Para o Ministério Público, os três tinham conhecimento dos riscos da prática e falharam ao não garantir as condições adequadas de segurança antes da realização do salto. A investigação aponta que eles participaram diretamente da preparação e execução da atividade que terminou na morte da jovem.
Evelyne, além de responder por homicídio, também foi denunciada por suposta fraude processual. De acordo com os investigadores, ela teria tentado interferir na coleta de provas após o acidente ao remover a câmera que estava presa ao corpo da vítima.
Ainda segundo a apuração, Evelyne exercia funções ligadas à administração da empresa responsável pela atividade, incluindo organização, divulgação e relacionamento com clientes. O Ministério Público sustenta que, por ocupar essa posição, ela teria responsabilidade sobre a adoção de medidas de segurança.
O caso chegou a envolver oito pessoas investigadas pela polícia. Além dos dois suspeitos que foram soltos, outros dois nomes tiveram o arquivamento do procedimento solicitado pelo Ministério Público neste momento.
Maria Eduarda morreu após participar de um salto de rope jump em uma ponte de Limeira. Durante a atividade, a jovem acabou sendo lançada sem estar conectada ao equipamento de segurança, segundo as investigações.
Vídeos gravados por testemunhas registraram os momentos antes e depois da queda. Nas imagens, pessoas que acompanhavam o salto demonstram desespero ao perceberem que a jovem não estava presa corretamente ao sistema de proteção.
Após o acidente, pessoas que estavam no local tentaram realizar procedimentos de reanimação até a chegada das equipes de emergência. Apesar dos esforços, Maria Eduarda sofreu múltiplos traumas e morreu ainda no local.
O velório da jovem ocorreu no dia seguinte ao acidente, no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.