Grupo acreditava que os espíritos das pessoas assassinadas revelariam as dezenas premiadas da loteria durante rituais macabros
Um dos casos criminais mais chocantes já registrados no estado do Ceará voltou a repercutir por revelar uma motivação incomum e macabra. Segundo as investigações da Polícia Civil, integrantes de uma seita mataram quatro pessoas acreditando que os espíritos das vítimas revelariam os números premiados da Mega-Sena durante rituais de magia.
As investigações começaram após o desaparecimento de um estudante, cujo corpo foi localizado enterrado em uma propriedade rural no município de Iguatu. A partir das diligências, a polícia descobriu outras vítimas e concluiu que todas foram mortas com o mesmo modus operandi.
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Conforme o delegado responsável pelo caso à época, os suspeitos atraíam pessoas em situação de vulnerabilidade ou com quem mantinham algum tipo de desavença para um sítio onde realizavam os rituais. As vítimas eram induzidas a participar de uma cerimônia, tinham a cabeça coberta por um pano e, em seguida, eram mortas com um tiro na nuca. Depois, os corpos eram enterrados no próprio local.
Durante os depoimentos, os investigados afirmaram acreditar que os espíritos das vítimas ficariam presos e poderiam revelar os números da Mega-Sena, além de lhes conceder poder, dinheiro e outros benefícios. A Polícia Civil classificou os envolvidos como "serial killers psicopatas" que utilizavam uma falsa imagem religiosa para conquistar a confiança das vítimas.
As investigações resultaram na prisão de dois adultos. Um adolescente apontado como participante dos crimes morreu durante o andamento do caso. Os acusados responderam por homicídios qualificados, ocultação de cadáver, corrupção de menor, vilipêndio de cadáver e outros crimes. Posteriormente, eles foram condenados pela Justiça.