INVESTIMENTO EM SAÚDE

Hospital Central atinge capacidade máxima seis meses após iniciar atendimentos pelo SUS

· 2 min de leitura
Hospital Central atinge capacidade máxima seis meses após iniciar atendimentos pelo SUS
O ex-secretário de saúde, Gilberto Figueiredo - Foto: Assessoria

Hospital administrado pelo Einstein concluiu a implantação gradual dos serviços e agora atende pacientes regulados de todo o Estado

O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso completou seis meses de funcionamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com toda a estrutura prevista em operação. A unidade já disponibiliza os 287 leitos planejados e realiza atendimentos em todas as especialidades cirúrgicas definidas para o projeto, consolidando-se como um dos principais centros de alta complexidade da rede pública estadual.

A administração do hospital é realizada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão da unidade desde a inauguração, em 19 de janeiro deste ano. A implantação dos serviços ocorreu por etapas, permitindo a ampliação gradativa da capacidade assistencial até que toda a estrutura passasse a funcionar de forma integral.

Nos primeiros meses, foram ativados os ambulatórios e os serviços de diagnóstico. Na sequência, começaram os procedimentos cirúrgicos, incluindo um marco para a saúde pública de Mato Grosso: a primeira cirurgia robótica realizada pelo SUS no Estado. Desde então, a tecnologia já foi empregada em 36 operações, contemplando pacientes das especialidades de urologia, ginecologia e cirurgia pediátrica.

Atualmente, o Hospital Central recebe exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação. A estrutura é composta por 287 leitos, dos quais 191 são destinados à internação em enfermarias e 96 ao atendimento intensivo. Entre eles estão 60 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), distribuídas igualmente entre adultos e crianças, além de 36 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

Com a operação completa, a unidade oferece procedimentos em 12 áreas cirúrgicas, entre elas neurocirurgia, ortopedia, cirurgia vascular, cardiovascular, torácica, oncológica, pediátrica, ginecológica, urológica, mastologia, cirurgia geral e do aparelho digestivo. O hospital também dispõe de equipamentos de alta tecnologia para exames laboratoriais e de imagem.

A conclusão do Hospital Central encerrou uma espera que atravessou mais de três décadas. Iniciado ainda na década de 1980, o empreendimento permaneceu paralisado durante 34 anos, até ser retomado pelo Governo de Mato Grosso na gestão do ex-governador Mauro Mendes.

À frente da Secretaria de Estado de Saúde naquele período, Gilberto Figueiredo conduziu a reformulação do projeto, que deixou de seguir a concepção original para atender às atuais demandas da alta complexidade. A unidade teve sua área ampliada de aproximadamente 9 mil para 32 mil metros quadrados, recebeu novos equipamentos, adequações estruturais e um modelo de gestão baseado em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein.

A participação de Gilberto Figueiredo também envolveu o planejamento da retomada da obra, a coordenação das etapas de implantação e a definição do formato de administração da unidade, considerada um dos maiores investimentos já realizados pelo Estado na área da saúde pública.

Com a estrutura plenamente operacional, o Hospital Central amplia a capacidade de atendimento especializado em Mato Grosso e passa a concentrar procedimentos de maior complexidade para pacientes regulados pelo SUS em todo o Estado.