Trabalhadores também reclamam de atrasos em férias e FGTS, jornadas excessivas e problemas relacionados a empréstimos consignados
A coleta de lixo domiciliar em Cuiabá opera com frota reduzida desde a noite de terça-feira (25), após trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental, responsável pelo serviço na Capital, interromperem parte das atividades. Aproximadamente 30% dos veículos estão sendo utilizados durante a paralisação.
O movimento foi organizado por uma comissão de funcionários que busca assegurar estabilidade de emprego por 12 meses. A reivindicação surgiu em meio a negociações que já envolviam outras demandas trabalhistas apresentadas pela categoria.
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Entre as queixas estão problemas relacionados ao pagamento de férias e aos depósitos do FGTS, além de reclamações sobre a carga horária, a diminuição do número de trabalhadores nas equipes responsáveis pela coleta e relatos de possíveis situações de assédio moral. Os funcionários também questionam o repasse de valores referentes a empréstimos consignados que foram descontados diretamente dos salários.
De acordo com a Locar, parte dessas questões já foi discutida com os empregados e as medidas acordadas estão em fase de cumprimento. A empresa afirma que a garantia de estabilidade por um ano foi apresentada posteriormente, após o avanço das negociações sobre os demais pontos.
A companhia informou que, entre os benefícios acertados com os trabalhadores, estão um vale-lanche mensal de R$ 180, vale-refeição de R$ 1,1 mil e vale-combustível destinado aos coletores.
A Locar também cita o reajuste salarial concedido em fevereiro deste ano. Segundo a empresa, os vencimentos tiveram aumento de 7,89%, fazendo com que o salário-base chegasse a R$ 1.903,13, além do adicional de insalubridade correspondente a 40%.
Sobre as reclamações envolvendo obrigações trabalhistas, a empresa declarou que segue as determinações previstas na legislação e destacou que os pagamentos de férias e os recolhimentos do FGTS não fazem parte dos benefícios extras negociados com os funcionários, mas constituem deveres legais.
Enquanto a mobilização continuar, o funcionamento do serviço permanece limitado pela redução do número de veículos em circulação. A expectativa é que as partes avancem nas tratativas para definir os próximos passos e possibilitar a normalização da coleta na Capital.