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Edy Veggi Soares e Edgar dos Santos Veggi não respondem mais pela Paiaguás

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Edy Veggi Soares e Edgar dos Santos Veggi não respondem mais pela Paiaguás
Os empresários Edy Veggi e Edgar Veggi (Pai e filho réus após denúncia do MPF)

Os empresários Edy Veggi Soares e Edgar dos Santos Veggi, que viraram réus por suposto envolvimento em um esquema de contrabando de mercúrio investigado na Operação Hermes, da Polícia Federal, não respondem mais pela Construtora e Imobiliária Paiaguás.

A informação consta em parecer elaborado pelo escritório Mudrovitsch Advogados, que representa a empresa.

O documento informa expressamente que Edy deixou a administração da Paiaguás e foi substituído por uma nova sócia-administradora.

“Ressalte-se, entretanto, que a adoção dessas medidas possui caráter estritamente preventivo e de governança, não decorrendo de qualquer reconhecimento de irregularidade ou de qualquer elemento que demonstre a participação do antigo administrador nos fatos objeto da Operação Hermes. Igualmente, a empresa sequer foi denunciada no âmbito da referida operação”, diz trecho do documento.

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O parecer também cita a Imobiliária e Construtora Satélite Ltda., que teria aparecido nos autos por ter contado, no passado, com uma pessoa da família Veggi em seu quadro societário. Segundo a defesa, esse integrante não faz mais parte da sociedade e a empresa também não foi denunciada.

“Não há, contudo, qualquer elemento concreto que demonstre que a empresa tenha participado dos fatos investigados ou que o antigo sócio tenha se utilizado da empresa para a prática das condutas apuradas na Operação Hermes. A empresa, inclusive, não foi denunciada, figurando nos autos apenas em razão desse vínculo societário pretérito”, diz outro trecho do documento.

A Operação Hermes HG investiga uma estrutura que teria atuado na importação, comercialização, transporte e utilização ilegal de mercúrio no País. Conforme as investigações, parte do produto era destinada a garimpos de Mato Grosso e da região amazônica.

O Ministério Público Federal (MPE) ofereceu, até o momento, duas denúncias sobre os fatos, que foram aceitas pelo juiz federal substituto Leonardo Limeira Santos, da 9ª Vara Federal de Campinas (SP), em decisões publicadas nesta semana.

A ação em que aparecem Edy Veggi Soares e Edgar dos Santos Veggi, também se tornaram réus Arnoldo Silva Veggi; André Ponciano Luiz, conhecido como “Magrão”; Ali Veggi Atala; Ali Veggi Atala Junior; Alberto Veggi Atala; Edilson Rodrigues de Campos; Felix Lopez Bress; Jeferson Dias Castedo; Patrike Noro de Castro; Rodrigo Castrillon Lara Veiga; Tiago Mendonça Campos; e Willian Leite Rondon.

Segundo o MPF, o grupo teria integrado uma organização criminosa que atuou, pelo menos, entre 2018 e dezembro de 2022. Ex-vereador de Cuiabá, Arnoldo Veggi é apontado como líder, mentor intelectual e principal executor da suposta organização criminosa.

Segundo a denúncia, “Dodo” seria responsável por coordenar a importação do mercúrio, controlar empresas utilizadas pelo grupo, negociar com fornecedores e compradores e organizar a distribuição do produto para garimpos.

Já Edgar dos Santos Veggi teria exercido a função de gerente estratégico e financiador, enquanto Edy Veggi Soares teria participado do financiamento das aquisições, envio de recursos ao exterior e armazenamento do produto.

Nesta ação, o Ministério Público Federal pediu que, em caso de condenação, seja estabelecido o valor mínimo de R$ 1,5 bilhão para reparação dos danos ambientais coletivos e à saúde pública que teriam sido causados pelo esquema.