FISCALIZAÇÃO MUNICIPAL

Abilio rompe tom conciliador e promete retirar mercadorias “sem aviso” no Centro de Cuiabá

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Abilio rompe tom conciliador e promete retirar mercadorias “sem aviso” no Centro de Cuiabá
Ambulantes trabalham na Travessa Desembargador, em área autorizada pela fiscalização da Prefeitura de Cuiabá - Foto: Erlan Aquino

Medida atinge ambulantes que ocupam calçadas de forma irregular e descumprem acordo firmado com o município; gestão diz que objetivo é garantir mobilidade urbana

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), decidiu endurecer o discurso contra os ambulantes que continuam ocupando irregularmente calçadas e vias públicas no Centro da cidade. A nova orientação de Abilio é direta: "os ambulantes, optaram por desafiar a prefeitura e descumprir o acordo feito com o município, não tem mais nem que notificar."

De acordo com Abilio, a Prefeitura já está preparando uma estrutura para armazenar os materiais apreendidos, que poderão ser destinados a instituições sociais. A medida prevê ainda operações frequentes e sem aviso prévio.

“Agora nós estamos preparando um barracão para as apreensões, para que a gente possa fazer as apreensões, guardar num barracão e depois nós vamos doar para instituições carentes", disse o prefeito, reforçando o tom de endurecimento.

Segundo o prefeito, a fase de “alertas” teria acabado. Agora, quem insistir em permanecer nos passeios públicos estará sujeito à perda dos produtos no ato da fiscalização.

“Não tem mais nem que notificar. A notificação já foi feita, as ações já foram feitas.  Agora, a Juliana [Secretária Municipal de Ordem Pública de Cuiabá (SORP)], daqui a pouco, aparece com a nossa equipe de fiscalização, fará as apreensões dos produtos, aqueles produtos que não tiverem problema de segurança, eles serão doados às instituições carentes”, afirmou.

Na prática, a gestão afirma que já disponibilizou espaços alternativos para os ambulantes, mas parte deles teria optado por retornar às calçadas do Centro, o que, na visão do Executivo, configura rompimento do combinado.

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Segundo ele, os produtos recolhidos seriam destinados a instituições sociais, após triagem de segurança.

Entre os exemplos citados, Abilio mencionou roupas e óculos. No caso dos óculos, explicou que apenas as armações poderiam ser reaproveitadas, já que as lentes não teriam certificação de segurança visual. A proposta, segundo ele, seria buscar parcerias com óticas para reaproveitar o material antes da doação.

Abilio adotou tom de ironia ao comentar a atuação da fiscalização municipal em operações de apreensão de mercadorias em vias públicas.

“Não, não precisa sair da calçada não, fica lá que a gente vai pegar a mercadoria, não tem problema. Só vão voltar para a rua protegida aqueles que querem proteger a mercadoria, mas quem quiser doar a mercadoria para o município fica na calçada”, afirmou o prefeito.

Em seguida, ele reforçou que o município fará a retirada dos produtos e que não haverá espaço para resistência durante as ações. “O município vai passar lá para buscar a sua doação e a sua colaboração espontânea”, concluiu.