Adolescente de 17 anos apresentou inicialmente relato de sequestro, mas Polícia Civil apura uma nova versão sobre o paradeiro da recém-nascida
Uma bebê de apenas 28 dias está desaparecida em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e é procurada pela Polícia Civil. O caso começou a ser investigado após a mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, relatar que teria sido mantida em uma residência contra a vontade e que a filha havia desaparecido durante a madrugada desta sexta-feira (7).
A ocorrência passou a ser investigada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que busca localizar a recém-nascida e esclarecer o que aconteceu.
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Segundo o primeiro relato apresentado pela família, a adolescente teria conhecido uma mulher durante a gestação por meio de grupos na internet voltados à doação e venda de itens para bebês. A mulher teria se aproximado da jovem oferecendo roupas, um carrinho e outros itens para a criança.
Na quinta-feira (6), a adolescente teria sido convidada para ir até a residência da mulher para cuidar de uma criança. Ela foi acompanhada pela irmã mais nova e levou a recém-nascida.
De acordo com a versão inicialmente apresentada, a jovem teria sido impedida de sair do imóvel e, posteriormente, deixada com a irmã nas proximidades de uma área de mata na região da Avenida Guaicurus, sem a filha. O celular da adolescente também teria desaparecido.
Polícia apura nova versão
Durante o avanço das investigações e dos depoimentos, porém, o caso ganhou uma reviravolta.
Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, a adolescente e a irmã teriam apresentado uma nova versão dos fatos à Polícia Civil. A investigação passou a considerar a possibilidade de a recém-nascida ter sido entregue a terceiros em razão de uma suposta dívida relacionada ao pai da criança.
Essa hipótese ainda está sendo apurada pelas autoridades, que precisam esclarecer se houve entrega voluntária, ameaça ou coação, além de identificar quem estaria com a bebê.
A prioridade da DEPCA é localizar a recém-nascida de 28 dias e esclarecer todas as circunstâncias do desaparecimento. A Polícia Civil busca identificar quem recebeu a criança, entender como ocorreu a suposta entrega e apurar a responsabilidade de cada pessoa envolvida.