Candidato afirma que há recursos para quitar valores acumulados durante a pandemia
O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que pretende quitar o passivo referente à Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais que deixou de ser paga durante a pandemia. Segundo ele, o débito acumulado chega a aproximadamente R$ 2,9 bilhões.
Para viabilizar o pagamento, Wellington defendeu a utilização de recursos do Fundo de Compensação das Exportações. A proposta foi apresentada durante a campanha eleitoral e coloca o senador em posição contrária à avaliação feita pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), também candidato ao cargo.
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“Vou pagar o RGA atrasado. É compromisso de Wellington Fagundes, e é um compromisso que eu provo que é possível”, declarou o senador.
Na avaliação de Wellington, o Estado já recebeu recursos que poderiam ter sido direcionados para a recomposição salarial do funcionalismo. Ele citou cerca de R$ 3 bilhões em recursos que, segundo afirmou, foram obtidos após o período mais crítico da pandemia e teriam sido de livre utilização pelo governo.
“Eu trouxe para este governo que está aí, após pandemia, R$ 3 bilhões de recurso livre, que ele poderia fazer casas, ele poderia pagar o RGA”, afirmou.
A promessa de Wellington ocorre após Pivetta questionar a possibilidade de pagamento da RGA acumulada e apontar o impacto que a medida poderia provocar nas contas estaduais.
O governador declarou que a recomposição dos valores não pagos durante a pandemia poderia representar uma despesa adicional de aproximadamente R$ 4 bilhões por ano para o Estado.
“Ou faz investimento ou administra folha de pagamento”, afirmou Pivetta ao comentar o possível impacto da medida.
A RGA referente ao período da pandemia deixou de ser concedida aos servidores em razão de restrições previstas na legislação federal daquele período. Desde então, a recomposição dos valores passou a integrar as reivindicações do funcionalismo estadual e também ganhou espaço no debate eleitoral.
Wellington, por sua vez, sustenta que existem alternativas financeiras para viabilizar o pagamento e afirma que pretende assumir o compromisso caso seja eleito governador.
A discussão coloca o pagamento da RGA entre os temas de maior impacto sobre as propostas dos candidatos para a gestão das contas públicas e para a política de valorização dos servidores estaduais.