Medida foi tomada após representação do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, adversário político da candidata a deputada estadual
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso determinou restrições à participação da primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos), em futuras cerimônias da Copa Integração 2026. A decisão também alcança o prefeito Cláudio Ferreira (PL) e o secretário municipal Carlos Alberto Pereira Júnior.
A medida foi tomada pelo juiz auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Flávio Fraga e Silva, após uma representação apresentada pelo ex-prefeito de Rondonópolis e adversário político de Alessandra, Zé Carlos do Pátio (PV).
Alessandra é candidata a deputada estadual nas eleições deste ano. Segundo a denúncia, a participação dela em atividades do evento poderia caracterizar uso eleitoral de uma iniciativa financiada com recursos públicos.
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A Copa Integração 2026 recebeu R$ 1,048 milhão do município por meio de um Termo de Fomento firmado com o Instituto Amor e Vida (IAV), com autorização prevista na Lei Municipal nº 14.889/2026.
Na decisão, o magistrado determinou que Alessandra não tenha protagonismo nas próximas solenidades relacionadas à competição. A restrição também foi estendida ao prefeito e ao secretário municipal.
O entendimento da Justiça Eleitoral considera que a utilização de uma estrutura custeada pelo poder público durante o período eleitoral exige cautela para evitar que a exposição de agentes políticos ou candidatos possa resultar em vantagem eleitoral indevida.
A representação foi apresentada por Zé Carlos do Pátio, que disputou a Prefeitura de Rondonópolis contra Cláudio Ferreira nas eleições municipais de 2024. O ex-prefeito sustentou que a presença da primeira-dama em atos vinculados ao evento poderia favorecer sua candidatura.
Com a liminar, o município e os envolvidos deverão observar as determinações estabelecidas pelo TRE-MT nas próximas cerimônias da Copa Integração.
A decisão ainda está sujeita aos recursos cabíveis e não representa, por si só, uma condenação definitiva por abuso de poder político ou uso irregular de recursos públicos.