A Justiça de Mato Grosso recebeu uma queixa-crime apresentada pela Fource Consultoria Empresarial Ltda. contra José Pupin e Vera Lúcia Camargo Pupin por suposta prática de difamação.
A decisão foi proferida pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, no último dia 27 de agosto.
Representada pelo sócio Valdoir Slapak, a Fource acusa os empresários de cometerem o crime de difamação em 20 ocasiões.
A empresa pede a aplicação de causa de aumento de pena, sob o argumento de que teria sido utilizado “meio apto a ampliar a divulgação das ofensas”.
As acusações surgiram no contexto da recuperação judicial do Grupo Pupin, quando José e Vera Pupin passaram a questionar a atuação da Fource na gestão de ativos e negócios do grupo.
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Em manifestações levadas ao Judiciário, o casal atribuiu à empresa supostas irregularidades na condução dessas operações e fez acusações diretas contra a empresa e seus sócios.
Na decisão, o magistrado afirmou que a acusação atende aos requisitos legais e possui elementos suficientes dar continuidade ao andamento da ação penal.
“Verifico que a narrativa apresentada descreve condutas que, em tese, configuram crimes contra a honra, havendo justa causa e lastro probatório mínimo para o prosseguimento da ação penal”, ressaltou o magistrado.
Recuperação e falência
A recuperação judicial foi iniciada em 2015 e se arrastou por cerca de dez anos, com passivo bilionário e sucessivas controvérsias envolvendo credores, administração judicial e o cumprimento das obrigações previstas no processo.
Em 2026, a recuperação foi convertida em falência, encerrando uma das recuperações judiciais mais longas e complexas do agronegócio mato-grossense.