ATAQUE NO DEBATE

Taques pede pena de morte para corruptos e cita José Riva: “Roubou R$ 600 milhões”

· 2 min de leitura
Taques pede pena de morte para corruptos e cita José Riva: “Roubou R$ 600 milhões”
Ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Pedro Taques

Candidato ao Senado condicionou a proposta à criação de uma nova Constituição e afirmou que atualmente a pena de morte para crimes de corrupção é proibida

O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) defendeu, nesta quinta-feira (3), a adoção de penas mais severas para políticos condenados por corrupção caso o Brasil passe por uma nova Assembleia Nacional Constituinte. A declaração ocorreu durante debate promovido pelo G1 com candidatos ao Senado por Mato Grosso.

Ao discutir o endurecimento das punições, Taques afirmou que medidas como pena de morte, prisão perpétua e castração química são proibidas pela atual Constituição Federal. Segundo ele, uma mudança nesse cenário somente seria possível com a elaboração de uma nova Constituição.

“Só é possível se nós tivermos uma nova Constituinte e, se tivermos, eu vou defender pena de morte para político corrupto, para político que rouba o dinheiro que pertence a todos nós”, declarou.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Na sequência, o candidato citou nominalmente o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) José Geraldo Riva como exemplo de político que, em sua avaliação, deveria receber uma punição extrema caso uma nova Constituição permitisse a pena de morte.

“Eu sou contra a pena de morte porque a Constituição proíbe, mas, se tivermos uma nova Constituição, pena de morte, por exemplo, para José Geraldo Riva, que roubou R$ 600 milhões. Alguns são demagogos, eu quero fazer o certo”, afirmou Taques.

A declaração também ganhou repercussão no cenário eleitoral de Mato Grosso porque José Riva é pai da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também disputa uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano.

0:00
/0:28

Reprodução: G1

Histórico

Taques é ex-senador, ex-governador de Mato Grosso e procurador da República. Durante sua passagem pelo Senado, foi relator de uma proposta de reforma do Código Penal, apresentada em 2012, que previa, entre outras medidas, o aumento de penas para determinados crimes e a criação de novos tipos penais relacionados à corrupção.

A defesa de punições mais rígidas para crimes de corrupção não é nova no discurso do candidato. Em julho deste ano, Taques já havia afirmado que defenderia pena de morte para políticos corruptos em uma eventual nova Constituição.

Debate

O encontro promovido pelo G1 reuniu Taques, o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-presidente da Aprosoja Brasil Antônio Galvan (Avante). Os candidatos Mauro Mendes (União Brasil), Janaina Riva (MDB) e Margareth Buzetti (PP), também convidados, não participaram do debate.

Além da discussão sobre punições para crimes de corrupção, o debate foi marcado por críticas ao Congresso Nacional, propostas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal e troca de acusações entre os candidatos.

Durante o confronto, Taques e José Medeiros também trocaram acusações. O ex-governador questionou a trajetória política do adversário, enquanto Medeiros rebateu as declarações e defendeu sua atuação parlamentar.

Apesar da defesa da pena de morte para políticos corruptos, Taques ressaltou que, no atual ordenamento jurídico brasileiro, a medida é proibida. Sua proposta está condicionada, portanto, à hipótese de uma nova Constituinte e à elaboração de uma nova Carta Magna.