Polêmicas se acumulam e Ulysses Moraes agora enfrenta ação por danos morais
O ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) enfrenta uma sequência de polêmicas em Mato Grosso. Após denúncias de que estaria recebendo salário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sem cumprir expediente presencial e lançar uma vaquinha virtual para arrecadar dinheiro nas redes sociais, o ex-parlamentar agora também virou alvo de uma ação judicial movida pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat).
Reportagens publicadas pelo portal FTN Brasil apontam que Ulysses Moraes ocupa, desde março de 2023, o cargo comissionado de Superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com salário mensal em torno de R$ 19 mil. Conforme os levantamentos divulgados pela reportagem, o ex-deputado já teria recebido aproximadamente R$ 785 mil desde a nomeação para a função.
As denúncias aumentaram a pressão sobre o ex-parlamentar, principalmente após o FTN Brasil revelar que, mesmo ocupando o cargo na Assembleia Legislativa, Ulysses mantinha intensa agenda política e forte atuação nas redes sociais, com produção frequente de vídeos e conteúdos para a internet.
Além disso, a repercussão aumentou após o lançamento de uma vaquinha virtual para financiar sua pré-campanha eleitoral, fato que gerou críticas pelo contraste entre o pedido de doações e os salários recebidos no serviço público. Até o momento, a arrecadação já soma R$ 11.830,00.
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“E fiz tudo isso abrindo mão de privilégios: fui o único parlamentar da história de Mato Grosso a recusar todas as ajudas de custo e benefícios extras”, diz a apresentação da campanha virtual. A arrecadação para a pré-campanha foi lançada em 15 de maio.

Diante da repercussão negativa, o presidente da ALMT, Max Russi, confirmou nesta semana que Ulysses pediu exoneração do cargo comissionado.
Outro episódio recente envolvendo o ex-deputado ocorreu após a Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) ingressar na Justiça contra Ulysses Moraes. A entidade pede condenação de R$ 135 mil por danos morais coletivos e prejuízos institucionais. O processo tramita na Comarca de Cáceres e tem como base um episódio ocorrido em 30 de abril deste ano no câmpus Jane Vanini, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres.
Segundo a associação, Ulysses invadiu áreas da universidade, arrancou cartazes fixados nas dependências da instituição e publicou vídeos nas redes sociais com acusações consideradas falsas e ofensivas. O ex-deputado gravava conteúdo para o Instagram, plataforma onde soma mais de 870 mil seguidores.
A Adunemat afirma que os vídeos publicados pelo ex-parlamentar atingiram a imagem institucional da universidade e provocaram repercussão negativa contra docentes e estudantes. A entidade sustenta ainda que a postura de Ulysses ultrapassou os limites da crítica política e configurou ataque à autonomia universitária.