Empresário acusado pelas mortes de Thays Machado e Willian César Moreno decidiu permanecer com Elson Marcelino da Silva Júnior durante o julgamento
O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, seguirá sendo representado pelo advogado Elson Marcelino da Silva Júnior durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, realizado nesta sexta-feira (31), no Fórum de Cuiabá.
A decisão de manter a defesa particular ocorreu após a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital, ter indicado a Defensoria Pública de Mato Grosso como alternativa para garantir a continuidade da sessão, caso a defesa constituída deixasse novamente o plenário.
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A medida havia sido adotada depois que o advogado de Carlinhos abandonou a sessão anterior, realizada em julho, em meio a questionamentos sobre o andamento do processo. A preocupação da magistrada era evitar que uma nova saída dos defensores provocasse a suspensão do julgamento.
A Defensoria Pública, porém, contestou a nomeação e recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. No pedido, o órgão argumentou que a atuação de um defensor público não deveria ocorrer enquanto o acusado ainda contasse com advogado regularmente constituído.
Segundo a instituição, apesar de Elson Marcelino ter deixado a sessão anterior, ele não deixou de exercer a defesa técnica de Carlinhos. O advogado continuou participando da condução do caso, inclusive com manifestações públicas e apresentação de pedidos relacionados ao julgamento.
Entre as solicitações feitas pela defesa particular esteve a autorização para que o empresário acompanhasse a sessão sem algemas e sem vestimenta prisional, pedido que acabou sendo aceito pela Justiça.
Carlinhos Bezerra está no banco dos réus pela acusação de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, Willian César Moreno, em janeiro de 2023.
Conforme a denúncia, o casal foi atacado a tiros quando estava próximo ao edifício Solar Monet, em Cuiabá, onde morava a mãe de Thays. Antes do crime, a vítima havia ido buscar Willian no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
Os dois morreram no local. Após os assassinatos, Carlinhos deixou Cuiabá e foi encontrado em uma propriedade rural pertencente à família dele, ligada ao ex-governador e ex-deputado federal Carlos Bezerra.
Durante o processo judicial, o empresário chegou a receber autorização para cumprir a prisão em regime domiciliar, mas a medida foi revogada após a Justiça apontar violação das condições impostas para a concessão do benefício.