Caso de homem internado inconsciente e sem documentos em Várzea Grande reforça a importância do boletim de ocorrência para acelerar a identificação e localização de familiares
A Polícia Civil de Mato Grosso reforçou o alerta para que familiares registrem o desaparecimento de uma pessoa assim que perceberem a ausência, sem esperar 24 horas. Segundo a instituição, o boletim de ocorrência é fundamental para que as equipes iniciem imediatamente as buscas, cruzem informações com hospitais, institutos de perícia e outros órgãos, aumentando as chances de identificar vítimas e localizar familiares em casos de pacientes internados sem documentos.
O reforço da orientação ocorreu após um caso registrado em Várzea Grande. Um homem, identificado apenas pelas iniciais W.S., deu entrada no Hospital e Pronto-Socorro Municipal após sofrer um acidente de trânsito, no dia 11 de julho. Ele estava inconsciente, intubado e sem qualquer documento de identificação, o que levou a equipe médica a acionar o sistema da Polícia Civil destinado à identificação de pacientes desconhecidos.
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No dia seguinte, o Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD), da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), iniciou as diligências utilizando ferramentas como reconhecimento facial e consultas em bancos de dados. Como os ferimentos eram graves e havia poucas informações disponíveis, a identificação não foi possível naquele momento. Posteriormente, a Politec realizou a coleta das impressões digitais, permitindo confirmar a identidade do paciente na noite de 13 de julho.
Enquanto a Polícia Civil buscava localizar os familiares, eles chegaram ao hospital por conta própria após receberem informações sobre um paciente internado sem identificação. Durante a apuração, os policiais constataram que não havia nenhum boletim de ocorrência de desaparecimento registrado em nome da vítima, o que dificultou a localização da família pelos sistemas oficiais.
De acordo com a Polícia Civil, o caso demonstra que o registro imediato do desaparecimento é essencial para agilizar o trabalho das autoridades. Com o boletim registrado, é possível iniciar diligências imediatamente, cruzar dados entre hospitais, Institutos Médicos Legais e outros órgãos, além de comparar registros de pessoas desaparecidas com pacientes não identificados.
A instituição reforça ainda que "não é necessário esperar 24 horas" para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. A legislação brasileira prevê que o registro seja feito assim que o desaparecimento for constatado, especialmente em situações que envolvam acidentes, problemas de saúde, crianças, idosos ou pessoas em situação de vulnerabilidade.