ELEIÇÕES 2026

Presidente do PL afirma que União Progressista deve impedir candidatura de Jayme

· 2 min de leitura
Presidente do PL afirma que União Progressista deve impedir candidatura de Jayme
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho - Foto: Victor Ostetti

O dirigente disse que gostaria de ver o senador na disputa, mas acredita que a federação não autorizará sua candidatura

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou acreditar que o senador Jayme Campos (União) enfrentará dificuldades para viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado dentro da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP).

Segundo Ananias, mesmo que Jayme consiga superar a disputa interna na convenção do União Brasil, marcada para quinta-feira (30), ainda dependerá do aval da federação para oficializar a candidatura.

Nos bastidores, a União Progressista está dividida entre o apoio ao senador e a defesa da candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tentará a reeleição. Caso ambos avancem, a base governista poderá chegar fragmentada à disputa pelo Palácio Paiaguás.

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Na avaliação do dirigente do PL, as
regras internas da federação tornam o caminho de Jayme bastante complexo.

"Como democrata, gostaria de vê-lo na disputa. Jayme é uma grande liderança política. Mas, sinceramente, acredito que a federação não permitirá sua candidatura", declarou ao MidiaNews.

Ananias ressaltou que evita interferir nas decisões de outras legendas, mas lembrou que o estatuto da federação atribui à direção do bloco a palavra final sobre candidaturas majoritárias.

"Não cabe ao PL opinar sobre os candidatos de outros partidos. Porém, pelas normas da federação homologadas pelo TSE, quem decide é a própria União Progressista. Por isso, vejo uma situação bastante difícil para ele", afirmou.

Questionado sobre um possível benefício eleitoral ao PL caso o grupo governista chegue dividido à eleição, Ananias preferiu não fazer essa avaliação. Segundo ele, a presença de Jayme no pleito seria positiva para ampliar o debate democrático.

"É um político experiente, que ainda pode contribuir muito com o processo eleitoral. No entanto, existe um impasse grande dentro da federação, e isso torna o cenário bastante complicado", completou.

Além da candidatura já homologada de Wellington Fagundes (PL), outros nomes também estão confirmados na corrida ao Governo de Mato Grosso, como Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério Machado (Agir). A médica Natasha Slhessarenko deverá ser oficializada pelo PSD na convenção do dia 30, enquanto Otaviano Pivetta terá sua candidatura homologada pelo Republicanos em 5 de agosto.