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Prefeito de Sorriso vira alvo de investigação por repasse milionário ao Gaff Festival

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Prefeito de Sorriso vira alvo de investigação por repasse milionário ao Gaff Festival
Prefeito de Sorriso, Alei Fernandes - Foto: Reprodução

Promotoria apura possível dano ao erário e enriquecimento ilícito após contratação, sem licitação, de empresa responsável pela realização de evento voltado ao agronegócio

O Ministério Público de Mato Grosso instaurou um inquérito civil para investigar a contratação de uma empresa responsável pela realização do Gaff Festival, evento voltado ao agronegócio, que recebeu um contrato de R$ 10 milhões firmado pela Prefeitura de Sorriso por meio de inexigibilidade de licitação. Entre os investigados estão o prefeito Alei Fernandes (União) e o próprio município.

A investigação foi aberta em 8 de julho pela promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso. O procedimento busca esclarecer se houve prejuízo ao patrimônio público, dano aos cofres municipais ou eventual enriquecimento ilícito relacionado à contratação.

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Conforme os documentos analisados pelo Ministério Público, o contrato de nº 044/2026 teve origem na Inexigibilidade nº 23/2026 e prevê o repasse de R$ 10 milhões à empresa Gaffff Festival, sediada em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

Do total contratado, R$ 2 milhões foram destinados à participação institucional do município no Global Agribusiness Festival, evento programado para os dias 1º e 2 de outubro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo. O objetivo, segundo o contrato, é promover Sorriso nacional e internacionalmente, destacando seu potencial no agronegócio.

Os R$ 8 milhões restantes serão utilizados na realização da primeira edição do Global Agribusiness Festival Sorriso, prevista para ocorrer entre os dias 23 e 26 de julho de 2026, no espaço destinado ao Parque Tecnológico do município.

O contrato prevê que a empresa será responsável por toda a organização do evento, incluindo montagem da estrutura física, equipamentos técnicos, produção, planejamento, identidade visual, comunicação, curadoria, decoração, gestão de convidados e demais serviços necessários para a realização do festival.

O documento foi assinado em 16 de março de 2026 pelo prefeito Alei Fernandes e por Luiz Felipe Pires Nastari, representante da empresa contratada.

Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público deverá reunir documentos, solicitar informações e analisar a legalidade da contratação antes de decidir sobre a adoção de eventuais medidas judiciais ou extrajudiciais.