Apresentador citou processo movido pelo deputado contra Pastor Jefferson Siqueira após ser chamado de “lobista do Judiciário” e levantou dúvidas sobre como a informação surgiu meses antes da Operação Gemini
Durante o programa do Pop, exibido pela TV Cidade Verde, o apresentador Everton Pop trouxe um novo ingrediente ao debate político envolvendo o deputado estadual Faissal Calil, alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de sentenças, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Ao comentar o caso, Pop relembrou um embate ocorrido há cerca de cinco meses entre Faissal e o vereador Jefferson Siqueira, conhecido como Pastor Jefferson. Na ocasião, segundo o apresentador, o vereador teria chamado o parlamentar de “lobista do Judiciário”, declaração que motivou uma ação judicial movida pelo deputado.
“Faissal ficou no veneno, falou: ‘Nunca fui lobista, vou te processar’. E o processo está em andamento”, recordou o comunicador.
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O apresentador ressaltou que a operação da Polícia Federal não representa uma condenação e que não há afirmação definitiva sobre o envolvimento do parlamentar nas suspeitas investigadas. Entretanto, questionou como o vereador teria feito uma acusação semelhante meses antes de a investigação vir a público.
“De onde o pastor Jefferson tinha essa informação antes da operação da Polícia Federal? Como ele já sabia da possibilidade de o Faissal estar transitando, fazendo lobby no Judiciário?”, indagou.
Pop afirmou se lembrar claramente da discussão entre os dois políticos e destacou que, à época, Pastor Jefferson teria aconselhado pessoas próximas a alertarem Faissal sobre sua suposta atuação junto ao Tribunal de Justiça. Segundo o apresentador, a declaração gerou reação imediata do deputado, que anunciou o processo por considerar a acusação ofensiva.
A Operação Gemini teve como alvos, entre outros investigados, o deputado Faissal Calil e o desembargador afastado Dirceu dos Santos. As apurações da Polícia Federal investigam supostos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma estar à disposição para colaborar com as investigações.
Ao encerrar o comentário, Pop voltou a mencionar o processo entre Faissal e Pastor Jefferson e deixou no ar uma pergunta sobre os possíveis reflexos das novas circunstâncias na disputa judicial.
“Quem será que vai ganhar essa causa? Aí está a pergunta que todas as pessoas querem saber”, concluiu.