TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Policial penal que atirou em homem durante festa em residência vai continuar preso

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Policial penal que atirou em homem durante festa em residência vai continuar preso
Ilustração: Magnific

E.R.D. teve prisão em flagrante convertida em preventiva após ser suspeito de efetuar disparos durante uma discussão em uma residência no bairro Grande Terceiro

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso preventivamente o policial penal E.R.D., de 46 anos, acusado de tentar matar um homem durante uma confraternização realizada na noite de domingo (12), em uma residência no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal da Capital.

Segundo as informações apuradas, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia. O policial penal é investigado por tentativa de homicídio após efetuar disparos contra a vítima durante uma discussão no encontro entre amigos e familiares.

Conforme o registro da ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de tiros em uma residência localizada no bairro Grande Terceiro. No local, o suspeito teria se apresentado como policial penal e foi conduzido para os procedimentos legais.

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Segundo a PM, uma testemunha relatou que o grupo consumia bebidas alcoólicas quando o suspeito passou a apresentar comportamento alterado. De acordo com o depoimento, ele teria demonstrado ciúmes após fazer elogios à esposa da vítima, identificada como Eustáquem, iniciando uma discussão.

Ainda segundo a testemunha, quando a vítima informou que deixaria o local junto com os demais convidados, o policial penal desferiu um soco contra o vidro da porta da residência, quebrou o vidro e, em seguida, efetuou dois disparos com uma pistola Glock G19 em direção ao homem.

Um dos tiros atingiu a vítima de raspão na coxa. Na tentativa de escapar, Eustáquem pulou o muro da residência, sofreu uma torção no tornozelo e se refugiou em um imóvel vizinho. Outra testemunha afirmou que correu para um dos quartos da casa e permaneceu trancada até a chegada da Polícia Militar por temer pela própria vida.

A vítima foi atingida pelos disparos e recebeu atendimento médico.

O suspeito afirmou aos policiais que tentou intervir na discussão e efetuou os disparos durante a confusão. Ele também relatou que sofreu um corte em uma das mãos após socar o vidro da porta da residência.

Ao analisar o caso, o magistrado considerou a necessidade da manutenção da prisão preventiva diante da gravidade dos fatos e dos elementos apresentados na investigação. A medida cautelar tem como objetivo garantir a ordem pública e o andamento das apurações.

O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica da ocorrência e a motivação do ataque.