Servidora foi detida pela DHPP duas semanas após o entregador ser baleado; imagens de segurança passaram a ser peça-chave para esclarecer a dinâmica dos disparos
A policial penal Jorcenilma França Viegas, de 46 anos, foi presa nesta quarta-feira (5), em Cuiabá, duas semanas depois de balear o entregador por aplicativo Carlos Felipe Magalhães Fernandes, de 34 anos, durante um encontro marcado para a devolução de um celular. A prisão foi cumprida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O caso ganhou novos contornos após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que passaram a ser analisadas pela investigação e colocaram em dúvida a versão apresentada inicialmente pela servidora, de que teria reagido após uma suposta tentativa de tomar sua arma.
Veja vídeo do momento do crime:
A ocorrência foi registrada na noite de 22 de julho, no bairro CPA IV. Conforme as informações apuradas, Carlos Felipe havia localizado o celular e combinado a devolução com a proprietária. Ao chegar ao endereço, estacionou a motocicleta e entregou o aparelho.
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Na sequência, segundo as imagens divulgadas, a policial penal se identifica e determina que o entregador permaneça no chão. Pouco depois, são registrados os primeiros disparos.
A gravação também mostra Carlos Felipe tentando deixar o local com a motocicleta enquanto os disparos continuam. Em seguida, ele desce do veículo e tenta se afastar empurrando a moto, mas acaba caindo. Toda a sequência ocorre em poucos segundos.
A versão apresentada inicialmente pela policial era de que o entregador teria tentado tomar sua arma. No entanto, a análise das imagens divulgadas posteriormente não mostra, antes dos primeiros disparos, uma movimentação do motociclista em direção à servidora que corresponda à versão apresentada.
Carlos Felipe foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico.
A DHPP passou a reunir imagens de câmeras de segurança, informações periciais e depoimentos para reconstruir a dinâmica da ocorrência. A prisão da policial ocorre no avanço das investigações, que deverão esclarecer as circunstâncias dos disparos e a conduta de cada envolvido.
A defesa da investigada ainda poderá apresentar sua versão sobre o caso e contestar as conclusões da investigação.